Tenho manifesta dificuldade em perceber qual é o problema com a eventual criação de um museu dedicado ao Salazar na terra de onde o ditador era natural. Para os velhinhos “que lutaram contra o fascismo”, que se consideram uma espécie de reserva moral do regime, constitui, dizem, uma ofensa. Já outros “democratas” abominam a ideia pois, suspeitam, vai enaltecer a figura e o legado do “Botas”, levando a que hordas de fascistas venham a demandar Santa Comba.
Ora, reitero, não estou a ver qual é o drama. A democracia é isso mesmo. Permitir a livre expressão de todas as ideias. Mesmo as dos seus inimigos. É essa tolerância que permite a existência de partidos como o PCP ou que a religião islâmica se pratique livremente.
Há, depois, outra questão que me é particularmente cara. Essa gente pensa que o país é Lisboa. Está-se absolutamente nas tintas para o que se passa no interior. Contudo, mal alguém tem uma iniciativa que possa criar um polo de atracção – nem que seja de apenas meia dúzia de saudosistas – desata aos berros e a mandar palpites acerca do que, a trezentos quilómetros de distância, deve ou não ser feito. Ainda que muitos nunca lá tenham posto os pés, não tenham intenção de pôr e queiram tanto saber do impacto que a iniciativa pode ter sobre a economia local como nada. Para essa tropa tudo se resume a ideologia. É por isso que não passamos da cepa torta.
O que estes chamados antifascistas não mostram nem lhes interessa é o processo em que foram condenados e acusados, garanto-vos que não foi por gritar vivas á liberdade nem morras a Salazar! Foi por terem ido 3 vezes á missa no mesmo domingo ou por terem colocado bombas, sabotagens roubalheiras e outros desacatos que o código penal condena, basta pensar no papá das duas gêmeas bloquistas, Camelo de seu nome que assassinou um dos pilotos do "Santa Maria" e que eu saiba nunca pagou por isso, mas há muitos mais mas não dão á luz as sentenças judiciais. É que assim a gente percebia melhor o que era a "democracia" dos assinanyes da petição
ResponderEliminarÉ tudo gente muito inclusiva, essa...mas só para o que lhes interessa. Que são os dez centimetros que circundam o buraco do cú.
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