segunda-feira, 1 de julho de 2019

Morar na praça

Há quem insista na necessidade de, pela via legal, o governo colocar um tecto máximo ao valor das rendas das casas. Isto porque, ao que parece, o preço pedido pelos proprietários dos imóveis aos potenciais interessados em arrendar será demasiado elevado.


Se o mercado de arrendamento habitacional é diminuto, limitar o preço da renda seria coisa – digo eu, que percebo tanto disto como um barbeiro – que não contribuiria para trazer mais casas ao mercado. Depois, ao que sei, um contrato entre duas partes, seja de arrendamento ou do que for, é o encontro de vontades entre o que uma parte está disposta a pagar e o que a outra quer receber. Não tem, portanto, de existir uma terceira parte. Que seria, no caso, o Estado ao determinar o que um pagava e o outro recebia.


Há, também, aquilo do “morar na praça”. Nem todos lá podem morar. Se não há casas em Lisboa ou no Porto vão para outro lado. Ou, seguindo o raciocínio das alminhas que defendem a intervenção do Estado em todos os aspectos das nossas vidas, o governo que obrigue quem não encontra casa a preços que possa pagar, a regressar às suas terriolas. Era parvo, não era? Pois. Mas é normalmente o que acontece quando se deixa tudo ao critério do Estado...

4 comentários:

  1. Concordo que o Estado não deve se meter em tantas coisas. Como sabes bem porque já ando aqui há uns anos, em qualquer negócio deve existir diálogo entre as partes o que muitas vezes não existe.

    Muitos têm segunda habitação, por vezes herdada mas demover pessoas velhas a largarem a casa não é fácil, nada fácil.

    Amigo, mesmo sem casa quem me dera poder voltar à minha terriola mas 10 horas de voo e pagar 1.800€ não é para todos:))) Por cá não tenho segunda casa e se tiver que sair desta, saio sem guerras e finca pé como se vê em tantos casos. Também não consigo perceber uma coisa que me faz cócegas nos neurónios: não têm como pagar o aumento mas pagam a advogados que os defenda sabendo o que cobram?

    Enfim...a vida continua!

    Beijocas e um bom dia

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  2. Anónimo9:57 a.m.

    Mas é melhor morar numa barraca do que no interior do país, embora tivessem habitação mais barata e com condições. Faltava depois o Centro Comercial...

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  3. Nisto da habitação muita coisa mudou nos últimos anos. Pena que tenha sido apenas nos grandes centros...enquanto em Lisboa ou no Porto faltam casas por aqui está tudo a cair!

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  4. Uma politica fiscal que desincentivasse a estrangeirada a comprar casa no litoral e a beneficiasse caso optasse pelo interior podia ser o primeiro passo. Se não fizerem isso ou algo parecido um dia destes não há cá ninguém

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