Todos os dias a actualidade noticiosa se encarrega de pôr em causa conceitos que tinha como definitivos. Isto das reformas, por exemplo. Não há dinheiro para as ditas, garantem os especialistas especializados na especialidade. A um deles até lhe ocorre que, se calhar, lá mais para a frente os portugueses apenas se poderão reformar quando tiverem oitenta anos. Ou mais, sugiro eu. Ainda que, no caso dos homens, a esperança média de vida não chegue ao setenta e oito.
Mas, escrevia eu, tenho dificuldade em assimilar estes novos conceitos. Não há, ao que dizem os estudiosos que se dedicam ao estudo da temática, graveto para pagar a tanto reformado. Daí que, assim sendo, teremos de nos reformar cada vez mais tarde e com uma pensão mais pequena. Mas, se assim é, como é que se explica que, não havendo pilim, os reformados todos os anos vejam a sua reforma aumentada? E se não há dinheiro para aumentar o vencimento de um gajo – ou gaja, vá - com cinquenta anos, que trabalha há trinta, ganha setecentos euros por mês, não vê o seu ordenado melhorado há dez e que terá de trabalhar mais vinte, como é que há para aumentar um aposentado pouco mais velho e com uma reforma três vezes maior?
Presumo que estas minhas inquietações não tenham qualquer razão de existir. Serão, muito provavelmente, apenas suscitadas devido à minha ignorância. Isto, obviamente, é muito simples. É tudo uma questão de sobrevivência. Política.
Para mim o mim o mais revoltante é que todas as reformas este ano, até as milionárias, com o governo de esquerda da geringonça tiveram aumento. Quem trabalha e está uns euros acima do salário mínimo não tem direito, até o subsídio de refeição, que dava tanto que falar pelo pouco aumento que tinha, este ano foi zero. Bela democracia a deste governo, uns são filhos, os outros não passam de enteados, que só servem para trabalhar e pagar os rendimentos dos que tiveram direito a todas as mordomias (reformas com 50 e poucos anos de idade e igual ao vencimento que auferiam) e aos "desgraçadinhos" que têm direito a tudo, mas que não contribuem para nada. É a democracia da esquerda que nos governa.
ResponderEliminarAinda sou do tempo em que a múmia Jerónimo criticava aumentos de meia dúzia de cêntimos do subsidio de refeição. Agora está mais calado do que um rato, o javardo.
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