Ainda me lembro daquele tempo, quando a direita bafienta governou e como consequência disso as trevas se abateram sobre a terra, em que as mulheres tinham a mania de dar à luz em ambulâncias, as criancinhas desmaiavam de fome nas escolas e os adultos nas filas dos centros de emprego, o SNS estava à beira da rotura, os serviços públicos prestes a sucumbir e os transportes incapazes de satisfazer as necessidades da população. Gritámos, então, que queríamos as nossas vidas de volta, criámos comissões de utentes e cantámos a “Grândola”. Felizmente fez-se luz. O céu azul paira sobre as nossas cabeças e pelas narinas entra-nos o fresco aroma do pinho. As comissões de utentes levaram sumiço e as grandoladas passaram à história. O que mudou, entretanto? Nada. Mas fizeram-nos acreditar que sim. Foi o suficiente para nos convencermos que o sol brilhará para todos nós. Já acreditámos nisso em 1975. Com o resultado que se viu.
Não sei se sabe que 'Zeca' Afonso foi convidado para um sarau em Grândola. Terra com muita gente de posses e que detestavam ver o nome da sua terra ligada ao PC. O pobre (um excelente artista) foi vaiado pela assistência e saiu sem cantar nada.
ResponderEliminarNa tumba, deve divertir-se com as voltas que o obrigam a dar com as grandoladas.
ResponderEliminarSó tu me fazias rir :))) e com tantas "manifes e greves" agora preferem apitos e outras canções hehehehe:)
ResponderEliminarBeijocas e um bom dia
Fatyly
Até houve quem se exilasse no Brasil pois cá "sufocava" mas como depressa se acabou o crédito regressou antes que um jagunço lhe fizesse a barba.
ResponderEliminarEsse tal zeca era um belo "tunante"...as letras de certas "canções" da criatura dizem muito acerca da encrenca.
ResponderEliminarEstas manifs e greves são a prova de vida dos sindicatos...
ResponderEliminarEsse é outra ave de arribação!
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