Estão a ver essa cena dos simulacros de sismos e isso? Assim tipo aquela coisa patrocinada pela Protecção Civil, “A Terra treme” ou lá o que é, em que à hora marcada a malta manda-se toda para debaixo da secretária e fica lá durante um minuto à espera que o planeta se acalme?!Esqueçam. Para a próxima fiquem sossegados e deixem-se de figuras tristes. Hoje, por cá, a Terra abanou mesmo de verdade e, tanto quanto sei, os que estavam sentados não mexeram o rabo da cadeira e os que estavam de pé, como era o meu caso, não se mandaram em voo picado em busca da protecção de nenhuma mesa. Ninguém se lembrou. Vá lá que, depois da sacudidela ter passado, alguém teve a ideia de mandar tudo para a rua. Mas pelo menos a evacuação correu lindamente. Nas calmas. Tirando eu, que fui em corpinho bem feito, ninguém se esqueceu dos casacos, malas, telemóveis e, outras coisas que dão sempre jeito ter à mão em caso de cataclismo. O que, dado o frio que se faz sentir por estas bandas, me fez voltar para trás. Uma imprudência, reconheço.
Fizeste-me rir...e realmente somos um povo do tudo ou nada:)))) oxalá não tenhas ficado constipado:)
ResponderEliminarEu não senti nada, mas a minha filha mais velha sentiu como sempre sentiu até os mais pequenos.
Beijos e um bom dia
Por mais simulacros que se façam nunca estaremos preparados para um acontecimento inesperado como é o caso de um sismo. Podemos, isso sim, aprender o que fazer depois, como devemos reagir nas horas e dias seguintes, mas no momento...impossível!
ResponderEliminarÉ bom sabermos quanto somos pequeninos em relação com o planeta — para não ir mais longe.
ResponderEliminarNum sismo que senti, numa de madrugada de 1970, fiquei (como nos desenhos animados) agarrado pelas unhas à cama, vendo o candeiro baloiçar no tecto.
Quando chegar a nossa hora, com ou sem sismo, só temos que pedir: Senhor, dá-me a vida eterna.
A vida eterna, confesso, não me dava muito jeito. Aos chatos que aturo todos os dias ia ser um martírio...
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