sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Tirem as patas da minha reforma, patifes!

Pareceu-me ler, na capa de um jornal, que o governo voltou a cortar nas reformas. Naquelas que dizem ser antecipadas. Deve ser mais uma pantominice dos jornalistas a soldo da direita bafienta. Um governo da esquerda com um refrescante odor a pinho, jamais atacaria dessa maneira os direitos dos trabalhadores e do povo. Pelo contrário. Tem até, como todos sabemos, reposto os direitos roubados pelos maléficos governantes troikistas que o antecedeu. Ou, então, devo ter lido mal. O mais certo é não ter razão para me preocupar. Os meus trinta e sete anos de desconto devem garantirar-me os mesmos direitos que os meus colegas, já reformados, que se aposentaram mais novos do que eu sou hoje e a quem o governo já repôs cortes e prometeu aumentos. Até já me arrependi de ter pensado que são os cortes na minha reforma que garantem a deles. Um governo de esquerda com um saudável aroma a alfazema - ou será a outra erva? - ia lá fazer uma discriminação dessas!

2 comentários:

  1. Anónimo12:56 a.m.

    Reformei-me antecipadamente quase aos 58 anos, com 38 anos de descontos. A minha reforma resultou de um corte de 22,5% sobre 80% do ordenado bruto. Reformei-me há 7 anos, e se lá continuasse ganharia o mesmo já desde 2003.
    Assim, nada foi reposto na minha reforma e não sinto que a minha situação possa atentar contra a reforma de ninguém.

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  2. A questão é exactamente essa. Eu não me posso reformar nessas condições. Portanto não aceito a propaganda do "não cortamos nas reformas". Se me reformar agora fico com um terço do vencimento...daí ser fácil de ver em qual reforma é que estão a cortar! Mas disso, obviamente, nem você nem os restantes reformados têm culpa.

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