Todos os anos por esta altura são publicados artigos de jornal, ou exibidas reportagens, acerca de quanto custam às respectivas famílias os estudantes que se deslocam do seu domicilio habitual para frequentar o ensino superior noutra cidade. Nomeadamente em Lisboa. O que este ano me surpreendeu não foram os preços de que pais e alunos se queixam. Elevados, mas que apenas espantam os mais incautos. O que me deixou boquiaberto foram os itens que integraram a lista de despesas, dadas como certas e essenciais, para chegar aos valores apresentados. Incluía tal rol as despesas com ginásio – cerca de trinta euros – e com diversão nocturna – noventa euros, mais coisa menos coisa.
Por mim acho muito bem que o pessoal, estudante ou não, trate do físico. Melhor ainda que emborque uns canecos. Não tenho, reitero, nada contra. Mas, que diabo, incluir isso como custos de um curso universitário?! Então se os meninos ficassem na terra não bebiam nem cuidavam do cabedal? E, pior, não têm um pingo de vergonha nas trombas para mencionar esses gastos quando, em simultâneo, se queixam do valor das propinas ou do preço dos transportes. Coisas que, recorde-se aos mais desatentos, são financiadas por todos. Mesmo que não estudem e andem a pé.
Desconhecia por completo e fiquei boquiaberta. "Ginásio e despesas nocturnas"...balha-me deus!!
ResponderEliminarBeijocas e um bom dia
Só falta o preço da "martelada" e se for caso disso o custo do arranjo do "martelo"!
ResponderEliminarAfinal já há pelo menos há 60 anos se faziam orçamentos e despesas do estudante, que religiosamente enviava as contas ao pai/encarregado de educação/protector/a ou quem abonasse os gastos para "formar o doutor".
São as novas necessidades...
ResponderEliminarPara não falar das despesas com uma eventual mudança de sexo...
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