segunda-feira, 22 de maio de 2017

As cerejas da crise (ah, espera...isso já acabou!)

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A produção da cerejeira cá do quintal foi uma miséria. Uma crise, mesmo. Daquelas a sério. Ou não se resumisse a colheita praticamente a isto. Poucas mais ficaram na árvore. Para piorar o cenário – se é que um cenário tão desolador pode ficar pior – há ainda os melros. Essa ameaça alada que paira sobre as cerejas mal elas começam a apresentar uma cor vagamente parecida com a camisola do Glorioso. São mais que muitos, os patifes dos melros. Que, para a coisa ficar mesmo má, se trata de uma espécie protegida. Vá lá saber-se porquê, se não estão em vias de extinção nem nada. Pelo contrário. Bicharada dessa não falta por aqui. Dessa e doutra. Que, diz, também não se pode matar. Parece que é proibido matar seja o que for que tenha asas. Não fosse isso e já teria feito uma fisga. Isso e as janelas da vizinhança.

3 comentários:

  1. Adoro e farto-me de rir com os relatos da tua "produção da crise", mas pelo menos ainda tens uma tigela com cheia de belas cerejas.

    Sim os melros são mais que muitos e não tarda muito que a gata dos meus seja penalizada porque volta e meia aparece com um e ou dois que caça:)))

    Beijocas e um bom dia

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  2. Melros, pardais e outros que não sei a marca...são uma praga! Uma gata dessas é que me dava jeito, mas só tenho o bichano maricas da vizinha que uma vez foi atacado por um melro no meu quintal quando se abeirou de um filhote que aprendia a voar. Se não visse nem acreditava!

    Ah! não sei se não acusam de maus tratos a animais por ter colhido as cerejas e assim ter privado a passarada de alimento...

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  3. Fatyly está no caminho certo. Aqui no quintal medram os gatos:
    • à conta das ratazanas quando idiotamente saiem dos túneis apesar do cheiro a gato.
    • à conta dos estúpidos dos melros que não dão à sola com um gato a dois metros.

    Os gatos daqui recebem um subsídio de leite e restos. Poucochinho, como dizia o outro, para não se desabituarem a caçar.

    Abraços

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