domingo, 30 de abril de 2017

Sim, os cães são uma praga!

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Há trinta ou quarenta anos eram raríssimos os cães que viviam em ambiente urbano. Ainda que sem grande rigor cientifico diria que mais de noventa por cento dos canídeos seriam de caça e de guarda. Sendo que, os últimos, apenas podiam ser alojados em áreas rurais. Nas zonas urbanas eram considerados animais de companhia ou de luxo e o seu número era meramente residual.


Hoje tudo é diferente. Neste caso para pior. Muito pior. Ter um cão passou a ser moda. Tanto que se tornou uma praga. Constitui já um problema de saúde pública. E se não é tratado com o sensacionalismo do sarampo, da “baleia azul”, das claques do futebol ou de outra parvoíce qualquer é apenas por não ser politicamente correcto falar do assunto. A menos, claro, quando alguém é atacado por um bicho desses. Mas, mesmo nesses casos, ainda aparecem uns anormais a atirar a responsabilidade pela ocorrência para cima da vitima. Num programa televisivo que abordou o tema houve um parvalhão que o fez.


Daí que, sem surpresa de maior, os negócios em torno desta mania colectiva sejam cada vez mais. Agora até estas coisas, que nem sei ao certo como se chamam. Muito úteis, dirão os patetas dos tutores – donos era dantes – quando o animal for acometido de uma súbita fomeca ou de outra necessidade qualquer. Muito me engano ou um dia destes serão também os canitos a fazerem birra junto destas traquitanas…


 


 

18 comentários:

  1. Não percebi se estás a ser ironico ou a falar a sério. Porém, choca-me haver comida para animais "outlet". Nem sabia que havia "outlet" para perecíveis. A ASAE deveria investigar ...

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  2. Considero que, nas cidades, o número de cães por habitante já passou há muito tempo tudo o que é razoável. Há merda por todo o lado, as crianças já não podem brincar nos espaços relvados e quando se entra em alguns blocos de apartamentos parece que se está a entrar num canil. E quando se entra em casa de alguém que tem cães?! Acredito que quem lá more já nem note, mas para quem não está habituado o pivete a cão é repugnante. Por sim, reitero, os cães são uma praga, o seu número está a colocar em causa a saúde pública e quem os tem - em locais onde não é normal que tenham - devia ser penalizado por isso.

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  3. Acho que o problema está na negligência dos donos e não nos cães que não fazem mal nenhum. São um excelente amigo e companhia.

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  4. Totalmente de acordo. Enquanto vivi no campo sempre tive cães e gatos. Na cidade, para além de não os querer dentro de casa, acho que não tenho o direito de obrigar os outros a conviver com animais.

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  5. Concordo contigo e por aqui é ver gente que nunca teve cães andarem agora com um ou mais.

    Para mim o ter um animal é para assumir como mais um elemento familiar, mas para além disso, ter espaço em casa, e ou quintal. Fui criada com cães, por mais que o meu pai ralhasse havia dois que dormiam debaixo da minha cama hehehehe:) e nem ele nem ninguém os conseguiam pôr no quintal

    Em Portugal nunca tive cães por morar num apartamento e segundo me disseram a lei agora permite ter quatro cães. A sério?

    Quero é saber como é que acabam com a criação de cães e sobretudo com as famosas lutas que cada vez mais vão tendo mais adeptos e assistência.

    Gosto de cães e gatos e sempre os tratei, trato e tratarei como ANIMAIS e imponho o respeito e olha que os dois da minha filha são super educados e limpos e aí deles que façam asneiras no quintal:)

    Termino com uma frase que sempre disse: até para ser cão é preciso sorte.

    Beijocas

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  6. A acentuada perda de valores a que assistimos nos últimos anos deu nisto. Dou por mim a pensar no que diriam os nossos avós se, por artes mágicas, cá voltassem e vissem no que a sociedade se transformou...

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  7. Por qualquer razão (boa, presumo) criou-se a ideia de 'Primavera de Praga'.
    Pelo que foi visto, não há praga que sempre dure...

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  8. Anónimo8:54 a.m.

    Em Oeiras os cães também já se tornaram uma praga.
    Oeiras está cheia de gente que tem cães por moda e que não cumpre as regras.

    Andam com os cães à solta, sem trela, e não limpam os cocos dos seus animais.

    Em Oeiras acorda-se quando os donos dos cães fazem o seu passeio matinal, ou seja logo pelas 7 ou 8 da manha já há cães a ladrar junto dos prédios.

    Os donos dos cães são uma minoria ruidosa, sim uma minoria que não chega nem sequer de perto nem de longe a metade da população da cidade, mas que causa um transtorno a grande mairoria.
    E dentro desta minoria provavelmente nem chega a metade os que realmente cumprem as regras e ensinam os seus animais a ladrarem o menos possível.

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  9. Ter cães aprisionados em apartamentos - mesmo que, coitados, tenham uma ou duas horas de recreio diário - constitui uma forma de violência contra os pobres animais. Mas, claro, esperar que um urbano depressivo entenda isso é pedir demasiado.

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  10. Anónimo6:11 p.m.

    Cachorro é uma praga urbana!

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  11. Anónimo9:40 p.m.

    Com certeza. Cachorros além de serem praga urbana, são um negócio bilionário. Ou seja, é disso para pior. Leis protegem as pragas mas não protegem os seres humanos de barulhos indesejáveis e outras coisas. Infelizmente a sociedade está doente, tratam cachorros como se fossem filhos.

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  12. Anónimo2:16 p.m.

    O barulho constante dos cães e a presença de fezes nas ruas estão fora de controle. Latidos a qualquer hora do dia e da noite perturbam a paz e afetam o descanso de todos. Além disso, muitos donos não recolhem as fezes de seus animais, deixando calçadas e parques sujos, o que é um desrespeito e um risco para a saúde pública. É inadmissível que a falta de responsabilidade de alguns comprometa a qualidade de vida de todos. É urgente que haja mais fiscalização e consciência sobre esses problemas.

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  13. J esteves2:44 p.m.

    E os “pais” de cachorro... Nada como ouvir alguém falar “meu filho” enquanto aponta para um cão que está lambendo o próprio traseiro. Porque, claro, criar um ser humano e um cachorro é exatamente a mesma coisa,! Quem precisa lidar com educação, valores e responsabilidades quando se pode apenas jogar uma bolinha e recolher cocô pela calçada?

    Chamar um cachorro de "filho" é só uma maneira conveniente de se livrar das verdadeiras responsabilidades da vida adulta. Afinal, cachorro não vai pra escola, não precisa aprender a lidar com o mundo real, nem vai te questionar quando você fizer algo errado. Mas tudo bem, é muito mais fácil tratar um animal irracional como um filho do que encarar a realidade de ser um adulto de verdade.

    Enquanto isso, o “filhinho” late, suja a rua e incomoda todo mundo – mas quem ousaria reclamar? Afinal, é “família”...

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  14. Se um dia precisarem de uma tranfusão de sangue, já que são familia, peçam a um cão para lhe dar!

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  15. Sim. Existe um grande negócio à volta dos animais de companhia e também, curiosamente, ninguém se preocupa com a sua pegada ecologica...

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  16. É como escrevi noutro post mais recente, a sua posse devia ser altamente taxada para desincentivar as pessoas de os terem.

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  17. Anónimo6:50 p.m.

    totalmente de acordo. São para além do mais , hoje, um problema de saúde publica. Não falo apenas dos cócós nos passeios e espaços verdes, da urina que escorre de qualquer marco ou poste urbano, mas do ruído - que afecta o descanso de todos, sobretudo dos mais debilitados. E para os cães-São uns pobres criaturas- fechados em casa, sem se poderem reptroduzir, sem poder correr livremente.

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