domingo, 5 de fevereiro de 2017

Muitos sapos vai ter a comunicação social de engolir...

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Não me parece que constitua papel da comunicação social fazer oposição ao poder. Ou, ao invés, servir de suporte aos governos. Nem, exceptuando os jornais partidários, doutrinar os seus leitores. E, lamentavelmente, é isso, ou algo ainda pior, que hoje em dia se tenta fazer nos diversos órgãos de informação. Que disso – informação – é coisa que há muito já se esqueceram de fazer. Pelo menos daquela isenta ou que, vá lá, trate mesmo de informar quem lê sem que o jornalista nos queira impingir a sua opinião. A que, obviamente, tem direito mas que a mim, enquanto leitor, não interessa nada.
É por essas e por outras que a minha leitura de jornais se resume aos que existem cá na terra. Dois, no caso. Sou assinante de um e leitor ocasional de outro. Mas mesmo estes, à sua maneira, estão também a trilhar caminhos idênticos aos que a restante imprensa já segue. Daí que, não raras vezes, me limite a ler o obituário. Rigorosamente, mais nada.

4 comentários:

  1. Apoiado, caríssimo amigo!
    Há uns dias, via uma jornalista que dizia: " O bom jornalismo e os bons jornalistas têm o poder de tornar o Mundo bom..."
    Eu pensei, sem ironias: "Acertaste! Por isso é que temos tudo na merda!"
    Peço desculpa pelo vernáculo.
    Papagaio

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  2. Volta e meia meto férias a jornais e tele-jornais porque a maioria fazem o que dizes. Do nosso "local" nem o "obituário" leio porque não faço a mínima ideia quem foram.

    Há dias um velhote dizia com imensa graça enquanto desfolhava o CM: bolas que fartote de "cus" mas caraças hoje muitos mais morreram com a mesma doença: "obitário".
    Outro mais afastado perguntou-lhe que doença era e nem te digo, nem te conto a explicação dele:))))

    Um abraço

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  3. É imensa a sabedoria do povo...

    Já quanto ao resto só digo que os gajos da censura do antigamente eram uns meninos de coro por comparação com os gajos que hoje controlam aquilo que é noticiado.

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