quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Deve ser aquilo das expectativas, ou lá o que é...

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A propósito do estranho sentimento que sem se saber ao certo porquê se generalizou entre os portugueses, escreveu alguém que as pessoas não têm mais dinheiro na algibeira, acreditam é que têm mais dinheiro na algibeira. Tem, esta afirmação, uma certa piada. Já o sentimento, esse, não tem piada nenhuma. É, apenas e só, uma parvoíce. Mas, já dizia o outro, a economia é feita de expectativas. Ou como garantia a minha avó, essa sábia senhora, em terra de cegos quem tem um olho é rei. E, no caso vertente, quem manda nesta terra de ceguetas tem dois e bem abertos. Podia até acrescentar que tem mais olhos do que barriga mas, olhando para o figurão, não chego tão longe. Ainda assim, reconheça-se, o homem é esperto. Não só nos convenceu que estamos mais ricos – ou menos pobres, para quem vê o copo meio vazio – como conseguiu fazer transbordar de alegria os funcionários públicos por, no próximo ano, lhes pagar o subsidio de Natal por junto. Ainda que, em Janeiro e nos meses seguintes, o recibo do vencimento mostre que recebem um bocado menos. Há, mas isso não constitui novidade, gente que acredita em tudo. Até no Pai Natal. Ou no António Costa, o que é quase a mesma coisa.

7 comentários:

  1. Subscrevo em te diga que gosto muito do Pai Natal ...já de Costa ainda lhe dou o beneficio da dúvida. têm mais dinheiro no bolso mas esquecem-se que basta 25 euros para se subir de escalão no IRS e adeus ó vai-te embora e a carteira fica mais leve. Nos impostos indirectos eu posso e consigo controlar o que já não acontece na hora de recebermos a reforma ou o ordenado.

    Não gosto do actual PSD e do que fez, coligado com um CDS de meter medo ao susto, ou seja uma maioria de direita/centro quase extremados. Mas já gosto da actual coligação entre aspas, porque em todos os partidos há gente credível.

    Na oposição são todos os super heróis, agora PPC andar a dizer o que diz quando deixou para o "Sr.que se segue" vários problemas graves...acho que o zeping que faço mal o começo a ouvir...é a melhor via.

    Desejaria sim que todos os corruptos fossem julgados, condenados, confiscados numa justiça mais célere e quantos anos temos nos mil e um processos? Pois...salve-se o capitalismo e as pessoas que se lixem numa de vós a nós o vosso dinheiro.

    Beijocas e um bom sábado

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  2. fatima1:05 p.m.

    E nós sabemos que o "diabo" está no "depois". Mas enquanto isso, é o estado de graça, ou mar de rosas, se preferir... LOL

    ;))))

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  3. Têm mais dinheiro no bolso?! Mas quem?! Os FP's que ganham acima de 1500 euros?! Sim, talvez. Mas são uma minoria e, mesmo assim, em termos líquidos é praticamente irrelevante. Fiz essas contas na altura dos cortes e publiquei-as aqui no blog para mostrar a idiotice que foi cortar salários e pensões.

    A mesma coisa para os reformados. Tirando, talvez, a Ferreira Leite, o Mira Amaral e os que viram a CES extinta. Tiveram alguns milhares de euros de aumento por isso não se cansam de elogiar o Costa e cascar no Parvus... Gente que, claro, não fosse isso andava a passar fome.

    Por mim estou rigorosamente na mesma. Ou pior. A meia dúzia de euros a menos na sobretaxa não chega para o aumento do ISP, da Taxa do audiovisual e do que pago a mais de IRS por causa da baixa do IVA da restauração.

    Para mim um governo apoiado por um partido que tem Cuba como ideal de sociedade diz tudo acerca da sua virtude. Foram politicas que, como sabemos, conduziram os povos à prosperidade. Pelo menos de alguns. Do Fidel, por exemplo que tinha uma fortuna bastante jeitosa...

    Bom feriado!

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  4. Agora batem palmas e quando chegar o depois desatam a chorar. Nada a que não estejamos habituados. O nosso povo é assim. O que me anima é saber que muitos dos que agora aplaudam vão penar muito mais do que eu quando a coisa apertar.

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  5. Batem-se palmas porque nos anos anteriores a dor foi grande.
    Compreende-se o alívio.

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  6. Pois foi. A minha dor começou logo em 2010 quando os socialistas - a maior parte deles estão lá outra vez - roubaram o abono de família aos meus filhos. A mim e a todos os ricaços que ganhavam na altura, salvo erro, mais de 800 euros.

    Mas, de qualquer forma, fico contente por agora quem aufere uns milhares de reforma ou vencimento acima de 1500 euros na função pública já estar mais aliviado.

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  7. Por razões que só os electrões sabem, fiquei off side uns tempos.
    É com gosto que o revisito.
    O post é lindo. De morrer a rir.

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