Uma freguesia de Lisboa resolveu criar uma salão de cabeleireiro. Destinado, ao que parece, a tratar do penteado aos fregueses menos abastados. Daqueles que não reúnem posses para frequentar os estabelecimentos da especialidade tradicionais. Que, diz, levam couro e cabelo para deixar o pessoal um pouco melhor apessoado.
Embora as atribuições das autarquias não incluam tratar da beleza dos seus eleitores, a iniciativa não se afigura das mais criticáveis. A bem-dizer as freguesias e os municípios há muito que se substituem à iniciativa privada nas mais diversas áreas de negócio. Pior, até. Concorrem com ela. Ginásios, agências de viagens e de espectáculos, centros de explicações, táxis, empresas de mudanças e de reparações, imobiliárias e mesmo clubes desportivos que o digam.
Dado o bom grado com que os contribuintes aceitam financiar este regime concorrencial, há que ser ousado. Ir mais longe. Satisfazer outros segmentos do eleitorado. Mas, como é óbvio, tendo sempre em vista a melhoria da qualidade de vida dos potenciais votantes. Daí que se me afigure da maior utilidade a criação de casas de alterne destinadas aos mais necessitados. Financeiramente, claro. Os outros que paguem as necessidades deles. Também.
A propósito de concorrência vou-lhe contar uma realidade altominhota: Na freguesia suburbana onde vivo o padre e a paróquia montaram um sistema de apoio a "idosos e carenciados" que serve essencialmente para dar emprego ás "pupilas" do sr abade, leva refeições e faz cuidados básicos de higiene a alguns; e óbviamente que cobra preços módicos, nada a apontar. O padre da paróquia ao lado faz o mesmo, embora com um espírito empreendedor mais pronunciado e então pasme-se faz 50 cêntimos mais barato que o da minha paróquia, desenvolvendo-se uma concorrência pouco canónica entre duas paróquias vizinhas. Mas em minha opinião tem mais, é quenque eu saiba pelos serviços de restauração ao domicílio duvido que paguem o IVA a 23%, que seria o que lhes competia nessa concorrência comercial, além de receberem os subsídios da Segurança Social, mais os peditórios regulares, concorrendo com as empresas de restauração legais, de porta aberta, que têm que pagar os impostos mais as taxas, mais as tropelias da ASAE. Também sei e conheço o meio que muitos dos "beneficiados" têm meios económicos suficientes e familiares com deveres de cuidado, mas é mais fácil e barato "mandar vir a comida do padre" pois é abundante e costuma sobrar "para o filho e nora" quando vierem do trabalho. Isto é real como real é gente remediada armar-se em indigente, parar o carro a 150 metros do centro e ir de marmita dentro dum saco plástico, buscar a refeição a troco de um euro, ou de coisa nenhuma. Mas não se coibem de tomar o pequeno almoço no café nem falham os espectáculos com cantores de moda. Ora são estas castas que o 25 A criou e multiplica. Já conheço ciganos e afins que vão na 3ª geração de casa cedida por todos nós e respectiva mantença. Se isto é liberdade e democracia vou aqui e volto já!
ResponderEliminarÉ difícil , a concorrência é grande.
ResponderEliminarTem toda a razão. E é um exemplo que se multiplica por todo o país. Aqui há um magano - deve haver mais, mas este vejo eu todos os dias - vive de subsídios e de comida da caridade mas passa os dias no café a navegar na internet wi-fi com o seu tablet e telemovel todos modernaços. Como esta crise, resto. Que é uma crise toda modernaça...
ResponderEliminarPois será, mas não podemos deixar os mais necessitados passar mais esta necessidade...
ResponderEliminar