Ainda as penhoras - ou a sua impossibilidade - por dividas ao fisco. Podia argumentar, baseando-me na sabedoria popular, que quem não aguenta o peso larga a carga. Mas não, não vou por aí. Admito, até, a bondade na lei quanto a um ou outro caso. Custa-me é aceitar que muitos chicos-espertos – seguramente a esmagadora maioria dos envolvidos – se continuem a rir à conta de todos. Ou a roubar-nos. Como aquele taberneiro que não entregou o IVA que eu lhe paguei. Mas se é disto que o povo gosta...
Tal como também gosta daquela coisa de taxar as heranças. Um roubo que a maioria de esquerda pretende que o Estado volte a fazer aos contribuintes. Ou seja. Para a esquerda e, a julgar pelas opiniões que vou lendo e ouvindo, para a maioria da população sensível, educada, culta, solidária e tudo o mais que se queira, deve-se perdoar os caloteiros mas, simultaneamente, obrigar outros a pagar aquilo que já é seu por direito ainda que, eventualmente, nem tenham liquidez para o fazer. Embora, neste caso, possam sempre também eles tornarem-se caloteiros e, assim, obter o perdão daqueles que os pretendem roubar. Coisa de malucos? Não. Estamos em Portugal e esta é a vontade dos portugueses.
Não tenho dúvidas que pessoas como Paulo de Morais (candidato a presidente) causam desconforto a muitos patrões e cultura instalada pois, um ferrenho anti-corrupção como ele, num país onde um pouco de corrupção existe em quase todas as empresas, ele é visto como uma ameaça até aos próprios valores culturais deste país...não somos os mais honestos e por isso, vai ser escolhido um comentador de futebol que nem Marcelo Rebelo de Sousa para tal cargo.
ResponderEliminarNão somos os mais honestos...e gostamos dos mais corruptos!
ResponderEliminarPortugueses há duas classes: os que pagam e são parvos e os que não pagam e são espertos...
ResponderEliminarNão é "coisa" de malucos , não...É MAIS "COISA" DE INVEJOSOS, QUE O SOMOS DESDE HÁ 900 ANOS E COMO SE SABE " NUNCA O INVEJOSO MEDROU , NEM QUEM À BEIRA DELE MOROU"...
ResponderEliminarNão sei se será "perdoar a caloteiros" ou antes "aguardar melhores dias para que paguem por não terem como".
ResponderEliminarDesempregados e falo do que conheço porque ajudei a tratar de dois casos, com ameaças constantes por parte da AT e da SS, com negas à forma como poderiam pagar, com convites que viessem buscar a casa o que quisessem, foi como malhar em ferro frio, nada versus nada. Um devia 2.000€ que já ia em quase oito mil e outro dia 5.000€ que já ia quase em dez. Valeu-lhes os senhorios que os deixaram estar nas casas, quase um ano sem pagar a renda. Um reformou-se, porque sofreu um AVC, com a heróica reforma de 205€ e desse dinheiro conseguiu pagar os 2.000 €. O que comiam? O que lhe davam, o que lhe dei, o que lhes demos...e a história poderia continuar...mas deve ser aterrador teres a tua casinha, estares a pagar e com tudo em ordem e de repente tiram-te o tapete e perdes tudo, por vezes por meia dúzia de patacos que deves!!!!!
no entanto quando me deparo que as dívidas astronómicas de muitos e sobretudo as das SAD's do futebol foram alargadas por mais 10 anos, com os processos de corrupção de milhões que andam a passear nos tribunais cujos autores continuam nas suas belas vidinhas, deixo-te a pergunta:
há ou não há portugueses de primeira e segunda? Uns ficam sem tecto e outros mantêm os vários tectos!
E há os que não têm como escapar. Por isso pagam os seus e os dos outros.
ResponderEliminarAs coisas não são bem assim, o estado não poder penhorar a habitação para pagar dividas, não significa que não penhore outros bens ou que a divida fique saldada. Eu acho que a medida é justa, não se deve por as pessoas na rua porque foram incapazes de pagar uma divida. Perde a casa é perder a dignidade, sem casa não há esperança de endireitar a vida.
ResponderEliminarGrande verdade. É por causa da inveja - da casa do vizinho, do carro do vizinho, das férias do vizinho - que muitos estão como estão...
ResponderEliminarHá de tudo. Também eu - como toda a gente - conheço muitas histórias. Até conheço um que foi preso por causa de um cheque careca (deve ter sido o único, diga-se). O infeliz teve pena de uns quantos desgraçadinhos que iam chorar baba e ranho para o seu estabelecimento. Deu-se mal, como era de esperar...Já os outros andam por aí, como sempre andaram e como nada têm de seu nada lhes acontece. E depois cá andamos nós a pagar o enorme aumento de impostos!
ResponderEliminarE há, ainda, outro aspecto. Suponhamos um comerciante em nome individual que tem um empregado a quem paga religiosamente o ordenado mas que, como o outro, se esquece de pagar a TSU. Entretanto o negócio dá para o torto, o homem fecha a actividade e o empregado vai para o desemprego. Como é que ficamos? Premeia-se o burlão, claro!
E os exemplos não tinham fim...Por ano, só pela minha mão passam largas dezenas e desses, sendo generoso, talvez apenas uma dúzia seja digna de um lamento.
É como digo. Há de tudo. E com a reintrodução do imposto sucessório ainda vai ser melhor. Se alguém herdar uma propriedade no valor de um milhão de euros e não tiver 280 mil euros para pagar às finanças como é que se vai desenrascar? Menos mal que não lhe penhoram a casa...
ResponderEliminarAcabamos com estas questões se implementarmos o Imposto Único.
ResponderEliminarpartidointeligente. blogs.sapo.pt
Se és maluco, bom proveito !
ResponderEliminarMas não me queiras "meter" no mesmo saco.
Bessa
Um bocado utópico, isso....
ResponderEliminarObrigado ó génio!
ResponderEliminarHá mais de 10 anos atrás fizemos um ensaio de recolha de assinaturas na Av. da Igreja em Lisboa, na altura com uma designação mais cómica que era PNM - Parvos Nunca Mais e a aderência ás ideias preconizadas foi muito grande. O ano passado ensaiámos com a designação actual PI e as pessoas continuaram a assinar e a aderir ás ideias. Pelos vistos a utopia tem pernas para andar. Da primeira vez (PNM) calhou-me por sorte abordar um dirigente do PS normalmente conotado com a ala esquerda, fiz de conta que não o conhecia inicialmente, depois disse-lhe que apesar de saber que era dirigente do PS podia muito bem assinar porque como era óbvio que se tratava-se de um partido democrático que até era muito mais democrático que os outros, e a resposta foi que achava muito bem o que estávamos a fazer mas "eu até assinava mas não sei qual seria a reacção dos meus colegas do partido". Até os velhotes militantes de longa data do PCP assinaram a dizer que nunca tinham conseguido nada e que esperávamos que conseguíssemos alguma coisa.Pelos vistos a população aceita muito bem a ideia de ter a oportunidade de poder candidatar-se e não gosta nada do estado actual das coisas.Assim fazemos progredir a democracia e evitamos os extremismos. Se é uma utopia pelos vistos é bem aceite pelos cidadãos comuns será por isso muito moderada e exequível, ou talvez até nem seja porque no fundo é apenas uma evolução em relação aquilo que existe neste momento. Outra questão é a do receio da reacção dos poderes instituídos e cujos interesses são muito postos em causa, pelo que precisamos de uma onda gigante do tamanho das da Nazaré nas redes sociais de forma a ganharmos aderência inquestionável e ultrapassarmos a barreira do medo que está instituída, por enquanto.... Há sempre como em tudo uns que vêm primeiro e que dão o pontapé de saída. Não se esqueça de que estamos a trabalhar para os verdadeiros donos disto tudo que são os cidadãos portugueses e que detêm o maior, o mais legítimo e o mais democrático poder que se possa imaginar. A frustração é muito grande e tanto o que existe como aquilo que está a aparecer em reacção a essa frustração (extremismos dos velhos tempos), são puro lixo. Por isso tão poucos votam.
ResponderEliminarTudo pode ser melhorado, até a vida das pessoas!