Leio e ouço com frequência que o país está numa espécie de emergência social. Pode ser que sim. Mas tendo a desconfiar que isso da emergência é capaz de ser manifestamente exagerado. Nomeadamente quando os exemplos apontados vão num sentido bastante diferente daquilo que por aí se vai vendo.
Atente-se no caso dos reformados. Uma “classe” que, vá lá saber-se porquê, é permanentemente apontada como a principal vitima da pretensa malvadez do governo. Admito que, como quase todos os portugueses, tenham fundados motivos de queixa das opções de quem governa. Convém, contudo, relativizar as coisas. Se consultarmos as páginas pessoais no Facebook de muitos reformados, os lamentos que lá vão deixando relativamente aos alegados maus tratos governativos de que estão a ser alvo, não são compatíveis com as numerosas fotografias de convívios gastronómicos, viagens, cruzeiros e outros eventos manifestamente dispendiosos onde constantemente marcam presença. Nada, obviamente, tenho a ver com isso. Acho até muitíssimo bem que pratiquem essas actividades e todas as outras que lhes dê na real gana. O que me desagrada é que se queixem da miséria para onde foram atirados quando, se calhar, estão a gozar de privilégios que nenhuma geração teve antes e que, a seguir, mais nenhuma terá.
Sou reformado há cerca de 3 meses e, não sei por que carga de água pagam-me mais 500 euritos que quando estava ao serviço! hoje sábado saio coma patroa para tomar um cafesito numa praia do concelho de Caminha, claro já ia com o almoço embuchado, mas estranhei que a meia dúzia de restaurantes estivesse cheia ás duas e meia da tarde e atentando melhor era tudo de sexagenários para cima. Ora bolas! Isto está é bom para cinzentões a viver ou pendurados no Erário público ou á pala de Segurança social, se calha muitos deles á sombra da "retraite" francesa ou europeia, mas mesmo assim o grosso eram os indígenas e ainda se queixam que as reformas são baixas' Se calha até são, não descontaram sobre o que ganhavam ou aposentaram-se antes do tempo e agora custa mas é a velha estória da cigarra e da formiga, mas , como só a 1ª canta não se dá conta da 2ª em que penso estar incluido e que nunca na vida recebi tanto! Mas em 40 anos só faltei 30 dias por intervenção cirúrgica. Não tenho que me queixar e que tenha vida longa e que o sistema não estoure. Por isso vou tomando precauções e fazendo as refeições em casa, fora tomo o café!
ResponderEliminarA Segurança social é um esquema de pirâmide. Assim tipo Dona Branca. Portanto a questão não é se vai estourar mas sim quando vai estourar.
ResponderEliminarO maior e mais vergonhoso problema da Segurança Social foi o uso abusivo por parte dos vários governos que utilizaram o que deveria ser "intocável" para tapar buracos nas contas públicas em que a maioria deles foi praticada como vamos sabendo a conta gotas. Agora a culpa é de quem descontou, a culpa é de quem viveu acima do que devia...mas os corruptos continuam impunes e ou aguardar sentenças de vários e vários processos que irão ser todos arquivados em? Nenhures.
ResponderEliminarA juntar a isto está a devolução apregoada da Taxa do raio que os parta e fez-me rir...3 décimas...sabes amigo o que te digo? Eles enchem-se e fazem as leis de modo a toldar-nos e a comerem sempre do pote. Há 40 anos que nenhum deles (políticos) ficaram a viver de rendimentos mínimos e não só!
Um abraço e bom domingo
A falência do sistema de segurança social é outra questão diferente da que abordo no post. Nele refiro-me apenas aos reformados que se queixam de estar quase a morrer à fome mas que, apesar disso, fazem uma vida que não é compatível com esse nível de queixume. Fazem-na por que podem. E, correndo o risco de me repetir, ainda bem que podem e ainda bem que a fazem. A minha critica vai apenas para o facto de se queixarem de barriga cheia. Mal, mas mal mesmo, está quem não tem emprego ou, tendo, ganha salários e reformas de miséria.
ResponderEliminarBom domingo!
Não interpretei como agora dizes...e tens razão sim senhora.
ResponderEliminarBom dia
Beijocas