Diz que, enquanto país, integramos bem os imigrantes e mal os ciganos. Receio não perceber a tese. Nomeadamente no que diz respeito ao ciganos. É que, parece-me, eles não precisam de ser integrados. Já cá estão. Ao contrário dos imigrantes que, como o nome sugere, vieram para aqui.
Os ciganos – e isso é reconhecido por toda a gente, excepto por alguma intelectualidade que tem uma visão romanceada da coisa – não querem misturas. Isso está presente no seu modo de vida e nas suas tradições. O conceito de igualdade, integração e outras tretas politicamente muito correctas, apenas se aplicam aquela comunidade no plano dos direitos. Quando toca aos deveres já pia mais fino. Não falta mesmo quem lembre, sempre que está em causa o cumprimento de certas regras e obrigações, as tradições culturais do grupo para justificar uma maneira de agir pouco compatível com uma conduta social de acordo com as normas pelas quais todos devemos reger.
Ao contrário do que o estudo – mais um – hoje divulgado garante, o país trata muito bem os ciganos. Veja-se o exemplo da minha terra. Têm um espaço só para eles, não pagam renda, consomem a água e a electricidade que querem sem pagar um cêntimo, a escola e a saúde são de borla e gozam de atendimento preferencial em todo o lado. A qualidade de vida é tanta que, das centenas que por lá habitam, raramente há noticia de algum morrer...
Pois é...grande novidade e tens toda a razão!
ResponderEliminarSó não sei é por que raio os amiguinhos desta malta não os querem como vizinhos...
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