quarta-feira, 3 de junho de 2015

Ainda a propósito dessa parvoíce do imposto sobre os sacos de plástico...

Como era expectável essa parvoíce do imposto sobre os sacos de plástico está a dar em nada. Nada de receita para o Estado, o que constituía o objectivo fundamental da marosca, nada de bom para as empresas que produziam os sacos e tudo de mau para os trabalhadores que, à conta desta palermice, perderam o emprego. A tudo isso some-se o lixo despejado à balda nos caixotes e o consequente acréscimo de custos que isso acarreta, nomeadamente ao nível da recolha, da provável diminuição da reciclagem e da desinfecção dos contentores. Tudo coisas boas, portanto.


Sugerir, como já por aí vi escrito, multas para quem não use sacos daqueles que próprios para o lixo que se vendem nos supermercados é, parece-me, mais uma alarvidade. Daquelas que nem eu, alarve convicto, me atrevo a sugerir. Obrigar-nos a gastar vinte ou trinta euros por anos em sacos de plástico faz pouco sentido. Menos ainda quando, os mesmos, criticam o governo pela alta fiscalidade e pela ausência de dinheiro nos nossos bolsos.


Este é mais um daqueles exemplos em que é preferível não fazer nada. É por estas e por outras que cada vez mais acredito que o melhor era nem termos governo. Provavelmente éramos todos mais felizes. E dificilmente estaríamos pior.

2 comentários:

  1. Que eu saiba as empresas que produziam sacos continuam a funcionar fazendo-os de outro género que não sei dizer, a não ser que algum aproveitou a deixa para fechar.
    A daqui continua a laborar.

    De resto concordo inteiramente com o que dizes e a imundice em alguns caixotes é grande, mas deixa-me que te diga que quem recolhe também tem de ser "reciclado cerebralmente", não é que ao içarem o contentor por vezes não atinam com a camioneta e metade fica dentro e o resto espalhado pela zona envolvente? Quando não juntam ao lixo comum todo o plástico e ou cartão. À pois é...

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  2. A quebra de produção é acentuada e já se verificaram despedimentos. Era esse o teor de noticias publicadas nos últimos dias.

    Situações como referes são, infelizmente, muito comuns. Os motivos são muitos e não se resumem apenas - e sublinho apenas - ao desleixo dos trabalhadores. Algumas razões que levam a esse tipo de ocorrências escapam a quem observa de fora...mas o ser humano é lixado quando pretende obter determinados objectivos!

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