Nem ouso questionar a bondade das propostas do PS ontem conhecidas. A genialidade dos sábios que as elaboraram, em contraponto com a notória falta de sapiência da minha, não o permite fazer de forma séria. Mas, se bem entendo, aquilo é tudo uma questão de escolhas. De opções. Escolher um caminho em detrimento de outro. Ou lixar uns em vez de outros.
O caso da segurança social, por exemplo. Escolheram não cortar nas pensões dos actuais pensionistas. Optaram por dar mais uma machadada nas dos futuros reformados. Estes vão continuar a subsidiar os primeiros, a troco de uma miserável redução da TSU durante um curto período de tempo. Uma legislatura, convenientemente. Genial, esta ideia. Não é para qualquer besta, reconheço.
Sempre o mesmo problema: a guerra entre velhos e novos. Oxalá todos os novos cheguem a velhos.
ResponderEliminarPena é não surgir um partido em que eu acreditasse mais e que conseguisse mobilizar o resta da malta nova que ainda está cá.
ResponderEliminarPS? Jamais...mas também nem PSD e muito menos o CDS-PP.
Andam todas em grandes passeatas, almoços e jantares...e esse dinheiro não daria para colmatar qualquer coisa? Já existem perto de quatro milhões de pobres, fora os que já estão bem à rasca...e de repente apregoam cenários paradisíacos.
Mas também não consigo entender como é que muitos (conheço alguns) preferem dar 40euros para ir ver o futebol em vez de comprarem comida ou guardarem.
Enfiim...até Outubro não me doa a cabeça e já estou farta de blá, blá e trinta e um de boca
Guerra?! Não dou por nada. Há é escolhas que privilegiam uns ou outros consoante os interesses eleitorais.
ResponderEliminarQuando a esmola é grande o santo desconfia...Mas é o santo, que é esperto!
ResponderEliminarO problema é complexo. A ideia de que os novos estão a pagar a reforma dos velhos não é válida... pelo menos por enquanto.
ResponderEliminarDa contribuição dos velhos até sobejou dinheiro para constituir fundos de reserva.
Que esses fundos tenham sido desbaratados é outra conversa.
Hesito quanto a isso. Existem ainda muitos reformados que apenas contribuiram para a SS nos anos que antecederam a idade para a reforma e, na função pública, muitos que auferem de pensão o valor correspondente ao último vencimento. Para não falar daqueles que eram promovidos nas vesperas de passarem à reforma...
ResponderEliminarTem de existir um equilíbrio e, neste momento, a balança está claramente desequilibrada. Proteger reformas de milhares de euros e exigir a um jovem trabalhador a recibos verdes com um ordenado de 600 euros o pagamento de 125 euros para a SS e 150 para o IRS parece-me um abuso...
O grosso das contribuições e da e acumulação de fundos de reserva (talvez 7 ou 8 mil milhões de euros) da S.S. foram constituídos até aos anos 80. Os funcionários públicos descontavam para outro sistema.
ResponderEliminarA partir daquela data a armadilha demográfica, diminuição de nascimentos, começou a reflectir-se no índice reformados/activos que baixou drasticamente; cada vez menos activos pagam contribuições e cada vez há mais reformados.
Victor Gaspar encarregou-se de sacar os fundos de reserva da S.S. para tapar buracos no O.E. e aqueles fundos poderiam servir de almofada até se alterar o sistema de financiamento da S.S.
Descontei durante 40 anos e em boa verdade não sei se os jovens estão a descontar para a minha reforma. O problema é estrutural e o que se desconta aos jovens é injusto pois só medidas estruturais resolverão (?) o problema.
O problema dificilmente terá solução sem se inverter a pirâmide demográfica. O paliativo é baixar as reformas e/ou aumentar a contribuição. Como o primeiro não interessa aos mais velhos e o segundo aos mais novos estamos num impasse...
ResponderEliminarNo tempo de Sócrates - e provavelmente no de Passos também - a Segurança Social comprou divida pública às paletes. É por isso que acho agora muita piada aos que dizem que o caminho é não pagar a divida!
Tem razão, os paliativos são apenas isso, não resolvem, adiam.
ResponderEliminarInvertem a pirâmide demográfica não está à vista nos próximos 15 ou 20 anos e ninguém sabe como se faz.
Pior do que ter cão e não ter.