quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Coincidências

Ao contrário de outros blogues, que muito legitimamente entenderam colocar fotos da miúda e apelos vários ao seu aparecimento, nunca por aqui houve grande destaque ao sumiço da pequena Maddie. Também não vai ser agora, tanto tempo depois, que me vou debruçar sobre o assunto, mas, ainda assim, não posso – poder até podia, mas não quero – deixar de mencionar um rumor, um boato se quiserem ou uma piadola idiota como prefiro chamar-lhe, que dá conta de mais um suposto avistamento da petiza.

Afiançam alguns, vá lá saber-se porquê, que a pequena criatura vagueou em tempos pelo Freeport. Por mim não acredito. Até porque o local tem estado sob mira da polícia inglesa e a sua passagem por lá acabaria, forçosamente, por ser notada. Principalmente se, a acreditar na imaginação delirante de outros, transportasse consigo um saco repleto de notas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pergunta (completamente) irrelevante do dia.

Será verdade que “alguém” se “esqueceu” de inscrever no Orçamento de Estado para o ano em curso a dotação a transferir para os trezentos oito municípios relativa à percentagem de IRS que lhes cabe nos termos da lei, apesar de essa dotação constar dos mapas anexos ao dito Orçamento?!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Baby boom à portuguesa

À semelhança do que já fazem outras empresas em alguns países também a Canon, no Japão, resolveu mandar os seus empregados mais cedo para casa dois dias por semana. A medida, mesmo que eventualmente tenha alguma coisa a ver com a crise que anda por aí, é justificada pelo conselho dado ao pessoal para aproveitar o tempo livre que lhes é proporcionado para trabalharem na reprodução da espécie.

Este procedimento, embora arrojado, em nada se compara com aquele que os empresários portugueses, como se sabe dotados de uma sensibilidade social e uma visão estratégica absolutamente notáveis, tem vindo a adoptar ao longo dos últimos meses. Ao despedirem muitos milhares de colaboradores, em muitos casos marido e mulher, que consequentemente ficarão em casa e com muito tempo livre, os patrões lusos poderão estar a contribuir para um verdadeiro baby boom. Ao ritmo a que se sucedem os encerramentos, se os trabalhadores despedidos “colaborarem” muito, Portugal terá dentro de pouco tempo uma densidade populacional superior a Gaza. Talvez seja essa a afinidade que o Bloco de Esquerda já está a descortinar...

Ana e os amiguinhos

A inenarrável Ana Gomes, aquela senhora com um bom emprego, aspecto estranho, ideias parvas e amigos esquisitos, continua a insistir que Portugal, tal como outros países europeus, deve receber alguns dos prisioneiros de Guatanamo. O pior é que apesar de a ideia ser o que realmente parece – uma estupidez – é bem capaz de ir para diante e todos acabarmos por sustentar mais uns quantos malandrecos.

Após a sua libertação o mais provável é quase todos associarem-se, ou juntarem-se novamente, a redes de terrorismo e continuarem as suas actividades criminosas. Se daí resultarem novos atentados que provoquem mais mortes inocentes, Ana Gomes e todos os que como ela são favoráveis à vinda desta malta para cá deverão ser responsabilizados criminalmente e considerados tão culpados como os seus terroristas de estimação.

Apetece-me terminar com uma sugestão: Que a eurodeputada os leve para casa e viva feliz com eles – todos – para sempre. Mas é melhor não. Nem um taliban por mais terrorista que seja merece tal castigo.

Gabarolas

Há quem garanta insistentemente que três anos depois da posse do governo de José Sócrates Portugal é um país melhor. Será. Para alguns, não para a generalidade dos portugueses. Todos os indicadores pelos quais habitualmente se mede a qualidade de vida da população estão hoje piores que antes e até mesmo o malfadado deficit em nome do qual se encerrou meio país e devastou as expectativas de quase todos, até esse, provavelmente ficará no final da legislatura em níveis muito próximos daquilo que estava antes.

O pior de tudo e que demonstra cabalmente a estatura moral das elites dirigentes é que são incapazes de reconhecer os seus fracassos, para os quais encontram facilmente culpados, mas não poupam encómios aos seus feitos, por mais anémicos e insignificantes que estes se revelem. Se, quando as coisas correm bem é graças à acção dos governos e a conjuntura não é chamada ao caso, seria bom que quando correm mal não culpassem a crise e assumissem as suas responsabilidades. Mas isso, provavelmente, seria pedir demais. Normalmente apenas os homens honestos o fazem.