Onde estavam os manifestantes
que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada,
incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das
nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, durante, por
exemplo, a festa da ParqueEscolar?!
sábado, 15 de setembro de 2012
Ainda que mal pergunte (II)
Onde estavam
os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação
desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas
ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, o primeiro-ministro mais
incompetente que o país já conheceu, duplicou – no curto prazo de uma
legislatura – as transferências do orçamento de Estado para as Câmaras
Municipais?!
Ainda que mal pergunte
Onde estavam
os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação
desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestam nas
ruas das nossas cidades quando, por exemplo, o primeiro-ministro mais
incompetente que o país já conheceu, promoveu a entrada – a maioria sem
concurso – de dezenas de milhares de pessoas para a função pública?!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Os outros que paguem a crise!
Desde tempos imemoriais –
devo ter começado por volta de 1329, mais coisa menos coisa – que escrevo, aqui
e noutros locais onde o assunto tem sido debatido, a minha convicção que baixar
salários é altamente prejudicial para a economia e especialmente nocivo para o equilíbrio
das finanças públicas. Tenho-o feito com particular ênfase ao longo do último
ano em que, por força do roubo dos dois meses de vencimento aos funcionários
públicos, esta questão tem estado na ordem do dia. Não os contei mas devem ter
sido algumas dezenas os posts que publiquei no Kruzes e, seguramente, centenas
os comentários que deixei em fóruns e blogues onde esta temática tem sido
discutida.
A minha posição, como era de esperar, foi quase
sempre ignorada e raramente suscitou reacções de outros
intervenientes. Aqueles – poucos – que se deram ao trabalho de reagir aos meus
desabafos fizeram-no quase sempre para, os mais simpáticos, me chamar burro.
Ou, os mais condescendentes para com a minha iliteracia económica, financeira,
fiscal e ignorância de uma forma geral, para me esclarecer que não era bem
assim e que a diminuição da despesa do Estado contribuiria para a melhoria das
contas públicas e que libertaria mais recursos que fariam a economia, um dia
destes, começar um novo e promissor ciclo de crescimento.
Recordo ainda que, após o
anúncio do corte dos subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos,
não faltaram os elogios a esta medida. Lembro-me até de algumas caras felizes com
a notícia. Não esqueço igualmente os comentários de satisfação que encheram as
caixas de comentários dos jornais on-line e de outros sites e blogues onde se escrevia
sobre a novidade. Tal como parece que ainda estou a ver a generalidade dos
comentadores de televisão regozijando-se com tão corajosa, tanto como
necessária, medida do governo.
Por tudo isso acho
absolutamente hipócrita as manifestações de indignação que hoje assolam o país.
Se, antes, cortar dois salários era bom, dava gozo e ninguém – para além das vítimas
- criticava, porque raio hoje cortar um ordenado já é mau e capaz de provocar
esta histeria social?! Se tirar dois vencimentos aos funcionários era óptimo para
a economia, para as finanças e quem sabe até para a caspa, porque diabo tirar
um mês aos restantes trabalhadores é assim tão dramático?! Os mesmos que antes
as aplaudiam são agora os que berram contra as políticas do governo. Apenas e
só, não encontro outro motivo para a súbita mudança de opinião, porque lhes vão
ao bolso. E ainda têm a lata de chamar nomes aos políticos…
É "seista-feira"
Espero que este
verdadeiro artista seja melhor a cantar, a tocar ou lá o que for que a criatura faça, do que promete
o cartaz. O que, diga-se, não será difícil.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Subsidiodependência
A Direcção-Geral das
Artes faz publicar hoje no Diário da República a listagem dos subsídios que
atribuiu no primeiro semestre do corrente ano. A conta ultrapassa os seis
milhões de euros. Seis milhões, repito. E apenas nos primeiros seis meses do
ano. O que significa mais de doze milhões até final do ano se a coisa continuar
a este ritmo. Os beneficiários – cerca de uma centena - deste esbanjar de
dinheiro público são associações que se dedicam à música, ao teatro, à dança e
actividades congéneres.
Entre elas podemos
encontrar nomes verdadeiramente sugestivos e surpreendentes que, de certeza,
muito contribuirão para o interesse geral do país. Temos, por exemplo, a “Associação
Cão Solteiro” contemplada com 35.111,90€, a “Associação Cultural As Boas Raparigas
Vão Para o Céu” a quem o Estado atribuiu 25.011,56€, a “Bomba Suicida” que viu
a sua conta reforçada, à nossa custa, em 24.465,85€ e a “Associação Zé dos Bois”
agraciada com a simpática quantia de 50.000 euros. Mais sorte tiveram,
entre outros, os “Artistas Unidos”, que se orientaram com 230.000€, a “Cooperativa
de Teatro de Animação O Bando”, com 240.000€, o “Teatro da Cornucópia", com
175.000€ ou a “Associação Cultural e Recreativa de Tondela, que levou a módica
quantia de 110.490,06 euros.
Nenhuma das associações
beneficiárias dos subsídios hoje divulgados se dedicam a apoiar desempregados,
a ajudar criancinhas com fome, a mitigar as dificuldades de velhinhos com
baixas reformas ou a promover qualquer forma de apoio social que o Estado não
cubra. Nada disso. São artistas. Uma actividade respeitável, sem dúvida, mas que
se devia sustentar a si própria. Não sustentando, como parece ser o caso,
podemos concluir que a arte produzida não será boa o suficiente para ter
rentabilidade e, por isso, necessita da mão protectora do Estado. Ou seja, que
todos nós a sustentemos.
Numa altura em que tanto
se protesta contra os cortes brutais nos salários – eu já me queixo há dois
anos, mas parece que enquanto eram apenas os funcionários públicos não fazia
mal – não posso deixar de estranhar o silêncio acerca deste tipo de despesa
pública. Porra, seis milhões é muita coisa para esturrar em palhaçadas. Que,
para precisarem de subsídios, nem devem ter grande piada.
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