Espero que este
verdadeiro artista seja melhor a cantar, a tocar ou lá o que for que a criatura faça, do que promete
o cartaz. O que, diga-se, não será difícil.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Subsidiodependência
A Direcção-Geral das
Artes faz publicar hoje no Diário da República a listagem dos subsídios que
atribuiu no primeiro semestre do corrente ano. A conta ultrapassa os seis
milhões de euros. Seis milhões, repito. E apenas nos primeiros seis meses do
ano. O que significa mais de doze milhões até final do ano se a coisa continuar
a este ritmo. Os beneficiários – cerca de uma centena - deste esbanjar de
dinheiro público são associações que se dedicam à música, ao teatro, à dança e
actividades congéneres.
Entre elas podemos
encontrar nomes verdadeiramente sugestivos e surpreendentes que, de certeza,
muito contribuirão para o interesse geral do país. Temos, por exemplo, a “Associação
Cão Solteiro” contemplada com 35.111,90€, a “Associação Cultural As Boas Raparigas
Vão Para o Céu” a quem o Estado atribuiu 25.011,56€, a “Bomba Suicida” que viu
a sua conta reforçada, à nossa custa, em 24.465,85€ e a “Associação Zé dos Bois”
agraciada com a simpática quantia de 50.000 euros. Mais sorte tiveram,
entre outros, os “Artistas Unidos”, que se orientaram com 230.000€, a “Cooperativa
de Teatro de Animação O Bando”, com 240.000€, o “Teatro da Cornucópia", com
175.000€ ou a “Associação Cultural e Recreativa de Tondela, que levou a módica
quantia de 110.490,06 euros.
Nenhuma das associações
beneficiárias dos subsídios hoje divulgados se dedicam a apoiar desempregados,
a ajudar criancinhas com fome, a mitigar as dificuldades de velhinhos com
baixas reformas ou a promover qualquer forma de apoio social que o Estado não
cubra. Nada disso. São artistas. Uma actividade respeitável, sem dúvida, mas que
se devia sustentar a si própria. Não sustentando, como parece ser o caso,
podemos concluir que a arte produzida não será boa o suficiente para ter
rentabilidade e, por isso, necessita da mão protectora do Estado. Ou seja, que
todos nós a sustentemos.
Numa altura em que tanto
se protesta contra os cortes brutais nos salários – eu já me queixo há dois
anos, mas parece que enquanto eram apenas os funcionários públicos não fazia
mal – não posso deixar de estranhar o silêncio acerca deste tipo de despesa
pública. Porra, seis milhões é muita coisa para esturrar em palhaçadas. Que,
para precisarem de subsídios, nem devem ter grande piada.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Estacionamento tuga
Quando deparo com
situações como a que a foto ilustra não me espanta que, com este procedimento,
alguém evidencie perante os outros o direito a reservar, na via pública, um
lugar para o popó. Ou não fossemos nós um país de chicos espertos. Também não
me surpreende que os restantes automobilistas respeitem a “reserva” do lugar. Uns
são gajos para achar que, nas mesmas circunstâncias, fariam o mesmo e outros,
só para não arranjar chatices, preferem dar uma volta e procurar outro sítio
para estacionar. O que num casos destes verdadeiramente me inquieta é
que ninguém leve a cadeira.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Biife!
Há matriculas a atirar
para o esquisito. Esta, nomeadamente. Assim, a
modos que, com uma estranha derivação da pronúncia do norte…
domingo, 9 de setembro de 2012
Mal-cheirosos
Embora não adiantasse
grande coisa – não adiantava mesmo nada – apetecia-me chamar nomes, com tanto
de original como de feios, aos gajos que nos andam a tramar. Aqueles que se
preparam para, a juntar aos três meses de vencimento em cada ano que já me
roubaram desde 2011, se preparam agora para, entre aumento colossal de descontos
e reformulação dos escalões do IRS, sacar mais um. Apetecia. Mas não chamo.
Estou com dificuldade em ser original. Lamento apenas o mau cheiro que exala
desta gente, desta politica e das consequências que provocam. Cheiram mal e não
é apenas dos cascos.
sábado, 8 de setembro de 2012
Automatismos
Nos últimos sete dias – e
noites, também – o Kruzes Kanhoto esteve, por assim dizer, em piloto automático.
Ou seja, por durante esse período de tempo ter estado voluntariamente afastado
de qualquer coisa vagamente parecida com um computador, os posts entretanto
publicados foram previamente agendados. Daí que os comentários que os mesmos
mereceram apenas hoje estejam visíveis. Fica a explicação e o pedido de
desculpas a quem comentou.
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