terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Improvisos

O sentido de improviso dos portugueses é por demais conhecido. Seja em que circunstância for encontramos sempre uma forma de nos desenrascarmos e, de uma maneira ou de outra, solucionar os maiores problemas. E também os mais pequenos…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os publicitários devem estar loucos

Nos autocarros de algumas cidades europeias circulam mensagens, supostamente publicitárias, colocando em causa que Deus exista. Rapidamente surgiu a resposta e outros autocarros passaram a ostentar mensagens garantindo a sua existência. As frases, embora possam dar azo a interpretações várias, parecem dirigir-se aos crentes – e também aos descrentes - no “nosso” Deus, deixando de lado toda uma vasta panóplia de outros deuses. O que me parece uma discriminação entre divindades muito pouco tolerável.

Por mim, católico pelo baptismo e ateu por convicção, não gosto de discriminar ninguém. Seja deus ou não. E, como é em nome deles que se cometem as maiores atrocidades, talvez a frase mais apropriada fosse: “Provavelmente seria melhor que os Deuses não existissem…”

sábado, 10 de janeiro de 2009

Merda na piscina (outra vez)

Ainda não passou muito tempo desde a última vez que me referi a este assunto e, lamentavelmente, tenho de voltar de novo ao tema das fezes humanas dentro da piscina municipal.

Mesmo sabendo que se trata de um acidente susceptível de acontecer num equipamento utilizado também por crianças relativamente pequenas, a frequência inusitada com que a situação se repete é de todo INADMISSÍVEL e INTOLERÁVEL. Será assim tão difícil saber quem são os utilizadores que estão na piscina à hora da ocorrência? Será tão complicado saber quais os clubes/associações/escolas que naquela altura estão a ocupar o espaço? Não sendo uma situação nova – acontece há anos - porque é que até agora NINGUÉM fez rigorosamente nada? Não há ninguém que seja responsabilizado por uma situação que pode consubstanciar um elevado perigo para a saúde dos utentes da piscina?

Não acredito que não seja relativamente fácil detectar o autor da façanha e tomar as medidas adequadas, que passariam, como é óbvio, pela proibição de utilizar aquele equipamento desportivo até aprenderem a controlar o tráfego intestinal. Coisa que em miúdos com mais de quatro ou cinco anos, como eventualmente será o caso, não me parece nada de especial.

Enquanto os responsáveis não fizerem aquilo que deles se espera, resta apenas aguardar que ninguém fique doente. Porque se isso acontecer é capaz de ser uma chatice. Mesmo uma grande chatice.

Neve em Estremoz

Tal como em quase todo o país também em Estremoz nevou durante a madrugada. A neve não caiu em quantidade significativa mas, mesmo assim, várias horas depois ainda é bem visível em diversos locais. O que é bom. Sempre evita que papás babados se lancem em perigosas correrias automobilísticas, de várias centenas de quilómetros, só para mostrar ao rebento este fenómeno da natureza. Como se um puto ranhoso não tivesse toda uma vida para ver neve.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O desporto é uma actividade muito cansantiva...

A propósito do desporto que por cá se vai praticando, tive um pequeno texto preparado e que acabou por não ser publicado aqui no blogue para não ser associado a polémicas, que entretanto surgiram na blogosfera estremocense, envolvendo assuntos desportivos locais.

Tinha a minha pequena divagação a ver com o abandono da prática desportiva por parte dos jovens que concluem o ensino secundário, como se a entrada na faculdade ou no mercado de trabalho constituísse uma barreira ou algo absolutamente impeditivo dessa prática. No caso da natação, que acompanho mais de perto, apenas uma pequena percentagem de atletas e mesmo assim apenas nas cidades do litoral, tem mais de dezassete ou dezoito anos, o que constitui um factor determinante na competitividade das equipas, na integração de novos atletas e na continuidade do trabalho dos treinadores.

Decorreu recentemente em Badajoz um torneio de natação, no qual o CFE esteve presente, que envolveu mais uma dúzia de clubes de Elvas, da Estremadura espanhola e da Andaluzia. Em todas eles, excepto nos portugueses, havia muitos atletas dessas idades e mesmo, em algumas equipas, vários nadadores com mais de vinte anos. O facto é tanto mais significativo, embora valorize os resultados alcançados pelos nossos atletas, se atendermos que o Estremoz apresentou uma equipa feminina com uma média de idades inferior a catorze anos e pouco superior no sector masculino.

As realidades do outro da fronteira são, em quase todos os aspectos, muito diferentes das que vivemos por cá. No entanto parece-me que existe da nossa parte pouca apetência para fazer sacrifícios e essa será a principal causa para o nosso atraso. Também em matéria desportiva.