Uma deputada do Partido Socialista na Assembleia da Republica, a propósito das caixas de correio electrónico dos deputados estarem a ser invadidas por spam com origem na paneleiragem e outras aberrações que pretendem ver consagrada a possibilidade legal de contraírem matrimónio com outros paneleiros e espécies afins, afirmava ser obrigação dos representantes do povo responder a estes e-mails que, recorde-se, instigam os deputados socialistas a desafiar a disciplina de voto que, muitíssimo bem, foi imposta pela direcção do partido.
Parece-me uma posição sensata, a da senhora. É bom que os deputados respondam às questões que lhes são colocadas pelos eleitores, incluindo os que pegam de empurrão, os que abafam a palhinha ou arrecadam a costeleta. Todos são dignos de resposta. Parlamentar, claro.
Pena que os deputados não o façam – nem pareçam ter obrigação de o fazer - noutras ocasiões em que outros cidadãos os questionam ou interpelam, não necessariamente por esta ordem, sobre assuntos muito mais importantes para o comum dos mortais. Pelo menos para aqueles mortais que não andam por aí a levar na peida ou a mandar o besugo à merda.
