O mercado dos trapos já conheceu melhores dias. Vários factores, da mais variada índole, contribuirão para um cada vez maior afastamento dos consumidores deste género de comércio. O que, diga-se, não trará grande prejuízo à economia do concelho visto que a maior parte dos comerciantes que ali se deslocam são provenientes de outras localidades e, mesmo de entre os que residem aqui e efectuam no mercado algum tipo de negócio, certamente poucos serão os que pagam impostos.
Não sei se o mesmo fenómeno ocorrerá ou não noutras regiões do país. Agora o que se me afigura como verdadeiro é que, por cá, os mercados diminuem de importância na mesma proporção em que se reduzem as dimensões de algumas peças do vestuário intimo feminino.
Ao contrário de muita gente, que anda entusiasmada com a perspectiva da maior potência mundial vir a ter um Presidente negro, as eleições americanas não me despertam um interesse por aí além. Assim como assim preferia a Cliton mas, não estando ela na corrida e caso tivesse direito de voto, era capaz de votar em branco.
Destas eleições aguardo apenas, com alguma expectativa, pelos índices de popularidade que Barak Obama terá daqui por um ano entre os europeus, caso seja eleito Presidente…
Joseph Ratzinger, um alemão celibatário que vive em Roma, gosta de dar conselhos sobre a forma de evitar o divórcio. Processo que, como é sabido, a Igreja abomina e rejeita liminarmente em qualquer circunstância. Embora não lhe seja conhecida qualquer experiência na matéria, o homem não se coíbe de sugerir soluções que levem os conjugues a prolongar a relação matrimonial até que a morte os separe. Embora isso me pareça, em muitos casos, um convite ao assassinato. Coisa que certamente não o incomodará, porque assim pelo menos um dos membros do casal irá para o céu enquanto que, caso consumassem a intenção de se divorciar, iriam os dois para o inferno.
Por cá, Cavaco Silva também não gosta de divórcios. A relação do Presidente com o governo, depois de anos de assolapada paixão, está a atravessar um mau momento precisamente por causa deste tema e das ideias contrárias que cada um tem relativamente a ele. Caso não sigam os ensinamentos do tal alemão, provavelmente a coisa ainda vai acabar em separação. De facto.
“Fala mazé dos candidatos, que isso é que interessa ao pessoal”. Dizem-me insistentemente alguns frequentadores deste humilde lugarejo blogosférico, referindo-se às eleições autárquicas que ainda estão muito para lá do horizonte e aos putativos candidatos que se suspeita venham a apresentar-se ao eleitorado.
Embora não seja apreciador de posts a pedido, abro uma excepção para este tema até porque, como já ameacei em tempos, cá pelo Kruzes vamos prestar especial atenção a este acto eleitoral. Mas ninguém espere que aqui se escreva alguma coisa acerca de candidatos sérios, honestos e competentes. Nem mesmo sobre os que reúnam apenas uma das qualidades citadas. Nada disso. Aqui só têm lugar aqueles que por força do seu comportamento, ou das suas ideias “fora do anormal”, nos proporcionem momentos de risota. Ou mesmo de paródia. Nunca menos que um sorriso, ainda que amarelo.
Como amplamente demonstram os resultados eleitorais é deste tipo de candidatos que o povo gosta. E eu também. Assim sendo, tinha forçosamente de começar por Valentim Loureiro, Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras e Avelino Ferreira Torres que tudo o indica, serão novamente protagonistas na próxima disputa autárquica a realizar lá para Outubro do próximo ano. E como quem disputa não mede bem as palavras, a coisa promete ser interessante. Principalmente se envolver protagonistas deste quilate.
Ainda relativamente aos nomes acima mencionados, fontes geralmente muito mal informadas garantem que pelo menos dois deles encabeçarão listas do Partido Socialista. Nada que surpreenda. Nem José Sócrates desdenharia ter a seu lado gente que evidencia capacidades inatas para distribuir "Magalhães", anunciar investimentos no estrangeiro e pôr funcionários públicos a trabalhar mais horas. Para além de alguém que exibe tão elegantemente umas mamocas capazes de cativar uma parte significativa do eleitorado.
Não comungo da ideia, que se tenta fazer passar para a opinião pública, segundo a qual as taxas de juros praticadas pelos bancos na concessão de créditos estão extraordinariamente elevadas. Nomeadamente no que diz respeito ao crédito à habitação.
Para além de lidarem mal com os números e revelarem uma notória dificuldade em fazer contas, os portugueses denotam uma falta de memória confrangedora. As taxas de juro nos anos oitenta, mesmo para compra de casa e já deduzidas de todas as bonificações que então o Estado concedia, escreviam-se com dois dígitos. O que, para quem tenha fracas noções de aritmética, significa que eram sensivelmente o dobro daquilo que são hoje.
Possivelmente, muitos daqueles que têm dificuldades para cumprir com o pagamento das prestações adquiriram casas de dimensões e preços desajustados do seu rendimento. Não contentes com isso terão recorrido ao crédito para comprar uns quantos bens, de que provavelmente nem necessitariam, ou apenas para satisfazer caprichos e futilidades.
Nestas circunstâncias, desagrada-me que alguns exijam do governo medidas de apoio a estas pessoas. Parece-me pouco sensato, e é seguramente injusto, ser agora o Estado, ou seja todos nós que não temos culpa nenhuma, a suportar os desvarios, vaidades e manias de uns quantos caloteiros que andaram durante anos – e alguns ainda continuam – a armar ao pingarelho.