quinta-feira, 25 de setembro de 2008

C'um ...alho!

Encontrar fruta, legumes ou outros produtos de origem nacional nas superfícies comerciais é tarefa difícil e exige uma aturada busca se o cliente persistir em não voltar para casa com produtos oriundos de outras origens. Actualmente quase tudo é proveniente do estrangeiro, a maior parte de Espanha, e isso não causa problema de maior à generalidade dos consumidores até porque praticamente ninguém conversa com a comida ou respectivos ingredientes. Excepto, talvez, o engenheiro António Guterres que manifesta uma estranha tendência para dialogar com tudo o que lhe apareça à frente.

A coisa está, no entanto, a ir longe de mais. Estão a ser importados produtos de países onde o controlo da qualidade alimentar é uma miragem, os métodos de produção são muito pouco fiáveis e consequentemente merecem da parte do consumidor uma elevada dose de desconfiança. É por isso que, pelo sim pelo não, estes alhos produzidos na China e adquiridos no Pingo Doce de Estremoz terão outro destino que não o meu prato. Não é por nada, mas…da próxima vez vou estar mais atento ao rótulo!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Insegurança

Há determinados grupos de pessoas a quem a generalidade das leis da República não se lhes aplica ou, na melhor das hipóteses, beneficiam da indulgência das autoridades na sua aplicação.

Quando nenhuma dessas circunstâncias se verifica, e alguém pretende que um desses indivíduos seja responsabilizado pelo incumprimento de uma qualquer norma legal é ofendido e muitas vezes agredido pelos incumpridores e pela legião de familiares ou amigos que prontamente acorrem em sua defesa. Foi o que aconteceu a um polícia que, em Vila Real de Santo António, pretendia autuar uma família, pertencente a um desses grupos, que se fazia transportar no seu carrinho sem que nenhum dos ocupantes fizesse uso do cinto de segurança.

Que me desculpem os agentes da autoridade que porventura leiam este post, mas foi bem feito. Ainda devia até ter levado mais. Não usando o dispositivo de retenção essas criaturas tem uma probabilidade bastante maior de baterem a bota num acidente de viação mas, graças à desastrada intervenção dos agentes, a partir de agora poderão ser tentadas a usar cinto de segurança.

Faz o que eu digo...

É do conhecimento público, são os próprios responsáveis que o afirmam, que a Câmara Municipal de Lisboa está financeiramente asfixiada. Por outras palavras, está afogada em dívidas ou, se preferirmos, gastou muito mais do que podia gastar e agora é uma grandessíssima chatice arranjar uns trocados para ir calando os credores.

Não obstante esse facto vai a dita edilidade estudar uma proposta apresentada pelos vereadores eleitos pela lista “Lisboa com Carmona” no sentido da autarquia criar uma estratégia própria para apoiar as famílias endividadas da capital. A ideia, parece, é prestar toda a informação necessária sobre o recurso ao crédito e evitar assim o sobre-endividamento. Não se sabe ainda se a proposta vai ou não ser aprovada, mas, a sê-lo, quase aposto que a ideia se irá propagar a muito mais autarquias, sempre prontas a aderir a iniciativas que permitam encaixar mais uma quanta rapaziada da cor. Seja ela qual for.

Mas, bem vistas as coisas, até faz sentido que a Câmara de Lisboa assuma este papel pedagógico junto dos seus munícipes. Tem uma vasta experiência em questões de endividamento e, por isso, poderá mostrar com o seu exemplo aquilo que qualquer cidadão não deve fazer.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Magalhães e Túpac Amaru

Hoje foram distribuídos os primeiros “Magalhães”. Ainda é cedo para conhecer as reacções das criancinhas ao novo brinquedo tecnológico, mas quanto ao filho de Túpac Amaru já se sabe que ficou entusiasmado. Num programa de televisão onde é o protagonista o homem atirou o pequeno aparelho ao chão e, perante o facto de o mesmo não se ter estragado nem sequer desligado, garantiu estar em presença do melhor computador que alguma vez foi fabricado. “Aguenta um bombardeamento”, terá assegurado a quem o ouvia.

Hugo Chavez, é dele que se trata, ficou de tal forma entusiasmado que irá comprar um milhão de “Magalhães” para também ele distribui pelas escolas da Venezuela. Já quanto ao nome atribuído ao computador é que parece que o filho de Túpac Amaru não acha grande piada…