terça-feira, 23 de setembro de 2008

O relógio do chinês

Ciclicamente recorro a lojas de chineses para comprar aquelas inutilidades de que necessitamos quando menos se espera e não nos resta outra alternativa porque todos os estabelecimentos normais já encerraram. Foi assim quando precisei de um cronómetro e a chinesa me tentou impingir um “pito” ou quando, inesperadamente, os velhos chinelos entregaram a alma ao criador e, antes que os calos iniciassem uma jornada de protesto, comprei um par de calcantes de trazer por casa que exalavam um odor capaz de fazer parecer certa malta, daquela que passa o dia no Modelo por não querer fazer mais nada, cheirar bem.

Há poucos dias voltei a um destes espaços comerciais. A velha cebola deu por terminada a sua tarefa de medir o tempo e arrisquei experimentar um relógio de baixo preço e qualidade a condizer. Como quase tudo o que os comerciantes vindos da terra que já foi do Mao têm à venda. Ainda não me arrependi da compra e acho até que fiz um bom negócio. Aparentemente a máquina apenas tem um pequeníssimo defeito. Insignificante, quase. O ponteiro dos minutos demora trinta e um minutos a percorrer a distância entre o “6” e o “12”. Com certeza é de ser a subir. Felizmente a coisa não tem grande importância porque na descida, entre o “12” e o “6”, demora apenas vinte nove!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dia europeu com carros

Embora nas deslocações diárias procure evitar ao máximo a utilização do automóvel e frequentemente me desloque a pé dentro da cidade, não sou adepto nem apreciador desse folclore a que resolveram chamar “Dia europeu sem carros”. E nem serei o único. Esta iniciativa tem vindo ano após ano a perder cidade aderentes e um destes dias limitar-se-á a uma ou duas terriolas onde o Presidente da Câmara tenha a mania das bicicletas. Que é uma mania que nem tem nada de mal, diga-se.

Felizmente em Estremoz nunca se deu especial importância a estas “comemorações”. A cidade não tem grandes condições para a circulação de bicicletas, possui amplos espaços para estacionamento em pleno centro urbano e não permitir a utilização do automóvel durante um dia não tem outro efeito que irritar os automobilistas e em nada contribui para alterar hábitos de muitos anos.

Iniciativas destas são, como diria o outro – seguramente a personagem mais citada neste blogue – mais uma idiotice de uma certa intelectualidade trotinete.

Encontro de blogues

“A primeira vez que se falou da realização dum encontro de blogues foi numa conversa com http://alentejanices.blogs.sapo.pt/. Ele achou uma boa ideia e disse que provavelmente o http://altodapraca.blogspot.com/também não faltaria. Quando falei nisto ao http://josegoncalez.wordpress.com/ vi nele o mesmo entusiasmo. Depois falámos com o http://estremozdebate.blogspot.com/ e com o http://estremosoeiro.blogspot.com/ e chegámos à conclusão que a ideia de nos sentarmos à mesa para beber um copo e partilhar experiências poderia ser interessante. A partir daí foi dar vasão à imaginação.·

Pensámos que o dia 28 de Setembro, ou seja no próximo domingo seria boa altura para nos juntarmos à hora de almoço. Local? Ainda está por definir. E está por definir porque nunca se sabe se não aparecerá algum empresário mais astuto que queira patrocinar o evento.

Está feito o desafio (não é um convite) para partilhar experiências, dificuldades, novas ideias ou simplesmente almoçar em conjunto. A partir daqui todos os que vierem serão benvindos.

Confirmem a vossa presença e divulguem através dos blogues.”

Apesar de motivos de organização - talvez seja mais adequado chamar-lhe desorganização - da minha “agenda”, não permitirem estar disponível no próximo Domingo, fica a divulgação bem como os votos de um bom almoço.

domingo, 21 de setembro de 2008

Falta de liquidez

Plasmas, computadores portáteis ou máquinas fotográficas digitais e outros aparelhos de alta tecnologia constituíam até há pouco tempo o alvo preferencial da gatunagem. A sua vulgarização junto dos consumidores e a consequente queda dos preços fez com que este mercado deixasse de ser atractivo para os amigos do alheio que, também eles afectados pela falta de liquidez, tiveram necessidade de virar as suas atenções para outros ramos de negócio. Nomeadamente para aqueles que lhes proporcionem a angariação rápida de dinheiro vivo.

Embora alguns continuem a preferir artigos de valor intemporal – veja-se o número de assaltos a ourivesarias – a maior parte prefere a rentabilidade imediata. Daí sucederem-se os assaltos a bancos, bombas de abastecimento de combustíveis, carrinhas de transporte de valores e, mais recentemente, até a repartições de finanças.

Não se percebe por isso a razão de não ser ainda mais estimulado o uso do cartão multibanco como meio de pagamento, retirando assim muito “papel” das caixas. Multibanco, registadoras e outras.

Ou será que “eles” não se importam de ser assaltados porque as verdadeiras vítimas da ladroagem – de toda a espécie - somos sempre “nós”?!