sábado, 20 de setembro de 2008

Pesquisando

Mais do que saber quem são os visitantes suscita-me uma maior curiosidade descobrir como chegaram até aqui, nomeadamente que palavra ou expressão introduzida num qualquer motor de busca os conduziu até àquilo que escrevi. Embora exista necessariamente uma relação entre os resultados produzidos pela pesquisa e o conteúdo do site, ou blogue neste caso, não deixo de me surpreender com o tipo de temas que são objecto da curiosidade dos internautas.

Hoje, na falta de melhor ou até mesmo de pior, deixo uma pequena lista das palavras e expressões mais curiosas pesquisadas no google pelos visitantes deste e dos outros blogues que esporadicamente ainda vou mantendo. Algumas deixam-me verdadeiramente incrédulo. E ligeiramente inquieto, também.

“Gajas nuas”; “Gajas mesmo nuas”; “Mamocas”; “Xexo”; “Xixi”; “Velhas fufas”; “Velhas badalhocas”; “Apalpões”; “Apalpões na vagina”; “Histórias do Zézé Camarinha”; “O dia de um cão mimado”; “Frases para muros”; “Gatos no cio”; “Mijadelas na boca” e, as minhas preferidas, “Gaijas nuas” e “Gaijas mesmo boas”.

E o maluco sou eu?!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Coisas modernaças

Enquanto o mundo atravessa uma crise financeira de proporções que há poucas semanas constituiriam um cenário em que poucos acreditariam e cujas consequências estamos ainda muito longe de conseguir imaginar, por cá discutem-se coisas realmente importantes. Veja-se o caso deste blogue, onde se discute merda de cão, ou da Assembleia da República onde o tema de actualidade e a merecer acesa discussão é o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

Não é que esteja contra o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Nem tão pouco a favor da merda de cão. Nem mesmo do contrário. Ainda assim insisto em dar – vejam como sou magnânimo – a minha opinião, por mais irrelevante e pouco fundamentada que se revele.

Se essa malta a quem chamam “homossexuais” pretende casar, para ser lixada em termos fiscais e passar a pagar muito mais impostos, é lá com eles. Que isto há gente para tudo. Agora pretender restringir esse direito a apenas duas pessoas é que me parece uma tremenda injustiça. Um atentado, até mesmo. Porquê limitar o casamento apenas a dois seres, sejam lá de que sexos e de espécie forem?! Porque não permitir o casamento, por exemplo, entre oito homens, três cabras, dez mulheres e quatro cães, tudo em simultâneo, e eles depois que se organizem?! Parece-me uma limitação grave da liberdade individual - e colectiva também - e uma intolerável ingerência do Estado na vida dos cidadãos não reconhecer a legalidade de todas as uniões. Por mais estranhas e bizarras que elas pareçam àqueles que pensam que ainda vivem no século XVII. Ou noutro qualquer, mas este parece-me suficientemente ofensivo para os bota-de-elástico que são contra estas coisas todas modernaças.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Moda javardola

A maneira de vestir de uma certa rapaziada é assaz estranha. Quase tão estranha quanto a própria rapaziada. A menos que estejam afectados por uma qualquer doença mental, ou sejam paneleiros – e nenhuma das hipóteses me parece de excluir - não descortino mais nenhum motivo para alguém sair à rua neste preparo.

Que as moçoilas, e até mesmo algumas mais entradotas, revelem um palmo de banhas em redor da cintura ainda é relativamente tolerável, agora esta nova classe de javardolas andar por aí a exibir o revestimento da peida, é verdadeiramente asqueroso.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Indignação na região dos porcos

Uma mãe indignada – as mães indignam-se com relativa facilidade – manifestava um destes dias a sua indignação por a escola frequentada pelo seu rebento se encontrar em obras. Pior ainda, em obras daquelas que demoram muito tempo e são vulgarmente conhecidas como obras de Santa Engrácia. A indignação da criatura, captada como convém por uma câmara de televisão e mostrada ao país em pleno telejornal do horário nobre, levou-a a declarar peremptoriamente que o atraso nas obras era injustificado e injustificável. Afinal “aquilo não era o Alentejo” onde, segundo o que a mentecapta senhora pretenderia insinuar, são todos uma cambada de malandros e tudo é feito devagar.

Não sei se a extremosa e preocupada mãe, habitante da região de Leiria, conhece o Alentejo e os alentejanos. Provavelmente não. Será apenas alguém com um sentido de humor quase tão lixado como o meu. Tão lixado que tenho já em “stock” umas quantas graçolas sobre ribeiras poluídas, milagres e porcos, para proferir da próxima vez que me indigne.