terça-feira, 16 de setembro de 2008

Vamos lá subir as taxazinhas...

Este é o cenário que diariamente se depara aos moradores do Bairro da Salsinha, Quinta das Oliveiras ou Monte da Razão. Quem tem cão provavelmente considera que se trata de uma situação perfeitamente normal. Divertida até. Afinal o seu canito terá de cagar em algum sítio, desde esse lugar não seja a sua casa, o seu quintal ou em frente à sua porta. Para outros será uma inevitabilidade. Está na moda ter cão, o seu número não pára de aumentar e as fracas noções de cidadania da maioria dos donos não permitirão que este estado de coisas se altere. São, como diria o outro, “uns porcos javardos de merda” e, quanto a isso, pouco haverá a fazer.

Tal como já escrevi relativamente às questões relacionadas com o lixo, também aqui não considero que a culpa seja das entidades responsáveis pela limpeza urbana. A mesma inocência não atribuo, no entanto, às Juntas de Freguesia. Não percebo porque razão os valores das taxas pelo licenciamento de canídeos são ridiculamente baixos, quando são estas autarquias as entidades deles beneficiárias e se queixam permanentemente da falta de recursos financeiros. É que não percebo mesmo. Vamos ver se até às eleições alguém me esclarece.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Especulações

Ao contrário do que a foto possa sugerir, tal como já escrevi aqui, reafirmo que não está prevista qualquer espécie de cooperação – institucional ou de qualquer outro tipo – entre este blogue e uma auto intitulada loja do sexo. Isto pretende-se um espaço sério, respeitador da moral e bons costumes, portanto nada de tirar conclusões precipitadas. Digamos que tudo não passa de uma campanha promocional mais agressiva. Ou apenas relativamente idiota.

O País do deputado

Para os políticos que chegam ao poder a realidade torna-se algo distante e assume contornos dificilmente comparáveis com aquilo que vê e sente o cidadão comum. Vejam-se as declarações de um dirigente da bancada parlamentar do Partido Socialista a propósito do Código Penal e da insistência manifestada por alguns sectores que pretendem uma alteração às suas disposições, visando nomeadamente alargar os casos em que seja aplicada a prisão preventiva. Manifestava o dito senhor a intenção do seu partido em manter o Código tal como está pois, garantia, “ainda há um ano o país se unia na indignação contra o excesso de prisão preventiva”.

Dificilmente os portugueses perceberão a que país o ilustre deputado se refere. Ao nosso não é certamente. O que deixa a generalidade dos cidadãos indignados é a facilidade com que a justiça coloca em liberdade criminosos, muitos detidos em flagrante delito, que atentam contra os bens e a vida de quem vota em tão ilustres políticos.

sábado, 13 de setembro de 2008

Uma questão de arrumação

Apesar da existência de muitas opiniões em contrário mantenho, como em múltiplas ocasiões já escrevi neste blogue, que os principais responsáveis pela limpeza de uma localidade, seja ela qual for, são os seus habitantes.

Os serviços ou empresas responsáveis pela limpeza urbana podem ter uma gestão de excelência e os respectivos funcionários serem altamente diligentes no cumprimento da sua missão que enquanto houver da parte dos cidadãos práticas que resultam em situações como a que as imagens demonstram, nunca teremos uma cidade – qualquer que ela seja – tão limpa quanto gostaríamos.