
Uns cartazes do Chega — ou do Ventura, não sei ao certo, mas vá, é praticamente a mesma entidade — a proclamar que “isto não é o Bangladesh”, estão a deixar algumas almas à beira de um ataque de nervos. Ao ponto, pasme-se, de já haver quem apresente queixas por xenofobia, discurso de ódio e sabe-se lá mais o quê. Esquisito, este frenesim. É melhor decidirem-se. Acusam o homem — e o partido — de mentir constantemente e quando por uma vez dizem a verdade, queixam-se também. Deve ser gente que faltou às aulas de Geografia, certamente.
Claro que, em alternativa, o cartaz podia ter dito “isto não é a Suíça”. Geraria indignação na mesma, mas pelo menos levaria os eleitores a pensar: “Pois não… mas é pena.” O que, convenhamos, seria uma jogada de marketing bem mais inteligente. Assim, o comum dos mortais limita-se ao “pois não”. O que é, manifestamente, pena. Mas isso sou eu a divagar, que onde uns veem xenofobia e racismo eu vejo apenas um erro de publicidade mal direcionada.
Calculo que, com tanta lamúria sobre a alegada bandalheira em que o país vive, não tardará a surgir outro cartaz com os dizeres “isto não é o da Joana”. Se assim for, vai ser o bom e o bonito. Desde a choramingas do Livre, passando pelos zelosos da Comissão Nacional de Proteção de Dados até às feministas militantes e aos papagaios que debitam como verdades absolutas o que ouviram na televisão, todos descobrirão crimes de vária ordem na expressão tão tipica do linguajar português. Afinal, isto não é nenhum dos outros países do mundo. É Portugal. Uma espécie de "cabaré da coxa".
Devia de ter colocado o vídeo:
ResponderEliminarBangladesh (PEDI À I.A. QUE ME FIZESSE UM RAP DO CHEGA - prompt na descrição)
https://www.youtube.com/watch?v=CKyLt07LMGw
Quanto mais o criticarem pior e é como dar milho aos pombos que ficam tão anafados!
ResponderEliminarBeijocas e um bom dia!
Boa comparação!!!
ResponderEliminarCumprimentos
Não podia concordar mais com o texto. E as suas ideias são fantásticas, devia ser publicitária, ou conselheira política. Isto não é ironia, é a verdade! só quem não está farto desta Piolheira, poderá não concordar. Este fim-de-semana precisei ligar para o SNS24, ao fim de 20 minutos lá me atenderam, depois disseram-me que me teria de dirigir às urgências do meu Hospital São Sebastião, mas... adivinhem na mensagem SMS que recebi o que estava? um link para saber os tempos de espera... agora sentem-se, Muito urgentes, pulseira laranja, tempo de espera 7 horas, doentes urgentes 10 horas! Meus amigos, é muito fácil, amanhã encerrem todo o SNS e dêem às pessoas um seguro de saúde igual aos da Suiça, Pronto tudo resolvido, muito, mas muito mais barato e um serviço de excelência. Acabam-se as cunhas, os chulos, os amigos dos médicos, enfim acabavam as mamas!
ResponderEliminarPor essas e por outras colocava imediatamente os funcionários públicos a financiar o SNS.
ResponderEliminarTodos os descontos para a ADSE efetuados pelos funcionários públicos iam para o serviço nacional de saúde, para que os mesmos em vez de se dirigirem ao privado para serem tratados iam ao SNS, visto que o SNS é publico e eles são funcionários públicos.
E assim todos beneficiariam de um serviço melhor para todos.
Os funcionários públicos financiam o SNS como qualquer outro português que pague IRS. A Adse é um sistema complementar para a qual se desconta 3,5% catorze meses por ano. É, portanto, uma espécie de seguro de saúde caro e ruim. Com a agravante de, ao contrário dos seguros, o desconto não poder ser incluido nas despesas de saude que abatem no IRS.
ResponderEliminarEm conclusão. Na sua opinião os funcionários pagariam para o SNS mais 3,5 % que os restantes cidadãos para terem exactamente os mesmos direitos. Não lhe parece uma ideia um bocado...estranha, vá?
Tem toda a razão, é um contrasenso, os próprios funcionários públicos, terem um seguro privado (ADSE) e não recorrerem ao SNS. Quer dizer, são os próprios FP que não acreditam no sistema! Logo está tudo mal. Eu era bancário na altura da Troika e de Paços Coelho, e ele para a Segurança Social não falir, foi a entidades privadas, os bancos, roubar os fundos de pensões dos funcionários privados, para salvar a SS. Mas que "PIOLHEIRA" é esta?
ResponderEliminarCaro Orlando Costa, acertou na muche, é que é mesmo assim como referiu.
ResponderEliminarE já agora Kruzes Kanhoto os outros que desconta para a segurança social também fazem descontos para o SNS, é só fazer com que o dinheiro dado para a ADSE não ser reencaminhado para os privados.
A ADSE é hoje um seguro de saúde em versão fraquinha. É integralmente financiada pelo dinheiro dos associados. Ou seja, dinheiro privado. Daí que, como é óbvio, os beneficiários escolham o prestador que querem. Tal como, de resto, faz quem tem seguro.
ResponderEliminarCaro Orlando Costa. Muitos funcionários públicos já optaram por não descontar para a ADSE. Arriscaria mesmo dizer que entre os mais novos, aqueles que entraram nos últimos anos, nem metade é beneficiário. Mesmo os mais velhos, como é o meu caso, usam preferencialmente o SNS. A ADSE, é apenas para consultas da especialidade, porque nesses casos para além da deslocação ao hospital distrital ainda teria de enfrentar meses de espera.
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