quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Autárquicas - Os vencedores.

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Os números foram as principais vitimas das recentes eleições autárquicas. Coitados, foram torturados até à exaustão. De tal maneira que dizem o que todos querem que eles digam. Não há partido que não garanta que os números demonstram a sua vitória e, simultaneamente, evidenciam a derrota dos adversários. E é, mais ou menos, verdade. Se não vejamos. O PS ganhou porque foi o partido que, sozinho, teve mais votos e mais mandatos. O PSD ganhou porque obteve, sozinho ou em coligação, o maior número de presidência de Câmaras e, ao que alegam, as mais importantes. O Chega canta vitória porque antes não tinha nenhuma presidência e agora tem três, faltou pouco para ganhar mais meia-dúzia e aumentou em não sei quantos o número de mandatos. O PCP teve uma estrondosa vitória porque duplicou o número de votos face às legislativas de Maio. A IL multiplicou por três a quantidade de eleitos nos diversos órgãos autárquicos e tem agora um total de 275 eleitos. O Livre, não sei ao certo porquê, também consta que ganhou qualquer coisa. Se eles dizem não os vou contrariar. Não é coisa que se faça a pessoas com aquelas características. Aos do BE, justiça lhes seja feita não ouvi dizer que ganharam seja o que fosse. Era, também, o que mais faltava. Aquilo é uma espécie de barcaça a afundar. Não admira. Tem metido muita água ultimamente. Desconfio, até, que nem com ajuda humanitária lá vai.

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