Tenho dificuldade em perceber a hostilidade que causa a muita gente a intenção do governo liberalizar a maneira como são pagos os subsídios de férias e Natal. A possibilidade do trabalhador escolher se recebe esses montantes em duodécimos ou continua a recebê-los como até aqui, tem suscitado, da parte de muita gente, uma inusitada indignação. Vá lá saber porquê. Vai ser, se o governo levar a ideia por diante, apenas dada a possibilidade de escolha. Ninguém será obrigado a nada.
Num país de ignorantes e de gente que não sabe gerir o dinheiro que ganha, outra coisa não seria de esperar. Que sejam incapazes de estabelecer prioridades e que necessitem que o patrão lhes faça um mealheiro para pagarem as férias, o IMI ou as compras de Natal é lá com eles. É mais ou menos o mesmo com o IRS. Preferem descontar mais todos os meses porque são incapazes de gerir o fluxo monetário que lhes chega à conta ou à carteira. Desde que não me aborreçam, pouco me importam estas opções de vida. Espero é que desta vez, com a esquerda longe do poder, possa ser concedida liberdade de escolha a quem pensa diferente. Por mais que argumentem, nesta matéria, são apenas esses dois conceitos que estão em causa. Liberdade e escolha.
Também é o primeiro passo para a total liberalização do mercado de trabalho, passando a existir a figura do "Contrato mensal, renovável até 100000 meses". Coisa que IL, Chega e boa parte, do PSD, defendem como "sendo a forma de aumentar, o salário médio para 96000 euros anuais".
ResponderEliminarÉ que, se o valor for pago, não a única ligação, à empresa, é esse mesmo contrato, renovado mês a mês com 24 horas de aviso prévio, podendo ser feito por apps, telefonema ou presencialmente. E bate certo, com as férias. É que há 2 dias de férias, que podem ser acumulados, ou gozados, mensalmente. Se o profissional quiser mais, termina contrato, não recebe nada e fica livre, com todos os dias livres, para procurar outro trabalho. O mesmo para o empresário que pode despachar, todos os funcionários, mensalmente, ao mesmo tempo receber 520000 euros, mensais, para formar, novos funcionários. Só lucro.
Por falar em fluxos(neste caso cidadania e afins)
ResponderEliminarBrasileiro estabelecido em Portugal há vários anos comenta a nova lei proposta para alterações na atribuição de cidadania portuguesa, no canal Brasileiro em Portugal
https://youtu.be/vUgY7JWGr-g?si=XX0ZVXTpGwOgGT0T