terça-feira, 10 de junho de 2025

Dia de Portugal

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Nunca fui muito dado a essa coisa do patriotismo. Deve ser por isso que, ao contrário da esmagadora maioria dos portugueses, os sucessos ou insucessos da equipa da FPF não me suscitam grandes emoções. Faz-me, até, alguma confusão como é que alguém que não faz a mais parva ideia do que é um fora de jogo pode ficar quase histérico quando joga a selecção. Mas ainda bem que assim é. Pelo menos quando o Putin - ou outro maluco qualquer – se lembrar de nos invadir as forças armadas não terão falta de militares para defender o país. Mesmo os que já não tiverem idade, nem condições para se alistarem na tropa, de certeza correrão a voluntariar-se para servir na defesa civil e defender o território que é nosso. Com tanto fervor patriótico como o que tenho visto desde o fim de semana, tenho a certeza que qualquer inimigo bate de imediato em retirada. Ou, na hipótese de serem parvos o suficiente para persistir na tentativa de nos ocupar, atropelamo-los nas passadeiras. Patrioticamente.

5 comentários:

  1. Eu não sei se 'sofro' de excesso de patriotismo ou não. Porém, uma coisa é certa, quando, nos jogos de competição com outros países, seja futebol ou atletismo e ouço entoar o nosso Hino Nacional, independentemente de concordar com a letra ou não, fico toda arrepiada.
    É algo superior às minhas forças.

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  2. Não digo que haja excesso de patriotismo. Digo é que há tanto que se um dia for preciso não vão faltar patriotas para defender o país.

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  3. Se nos imvadirem com bolas e em calções.

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  4. Pegando nos sucessos ou insucessos da equipa da FPF treinada por um espanhol, presumindo que bem pago, vou pelo mesmo pensamento. Já pouco ou nada me acrescenta. Ganhando, porreiro, fixe! Perdendo, ok, não há crise, é apenas um jogo de malta a dar chutos na bola. De resto, quando a selecção ganha, acreditem, é mesmo a malta que dela faz parte a ganhar, a carescentarem milhares ou milhões ao que já ganham. Os outros, os adeptos, os portugueses em geral, não ganham com isso um centavo que seja. Mesmo o que possa ser considerado de orgulho e patriotismo e de mão a betre no peito, é coisa que já não se aprende dos livros e mesmo o Hino anda a ser mal cantado e quase ninguém o sabe de cor para além de parte do refrão.

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  5. Desconfio que muitos desses patriotas só serviam para oferecer cravos vermelhos ao invasor...

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