
Noutros tempos todos os povoados tinham o seu maluquinho. Por mais maluquices que fizesse tudo lhe era perdoado em troca do divertimento que – na ausência de qualquer outra animação - proporcionava aos habitantes do lugar. Hoje os maluquinhos multiplicaram-se e mudaram-se para as redes sociais. O que não tem mal nenhum e teria pouca importância se ninguém lhes ligasse. Até porque não há necessidade. Hoje existem outras diversões e estar a aturar o discurso de ódio daqueles doidos varridos não constitui um passatempo muito aprazível.
Meia-dúzia destes seres deu-se por ofendido com algumas máscaras de Carnaval. A ofensa será, ao que argumentam, por alguns foliões terem desfilado - algures, não sei ao certo onde – trajados de “africanos”. Presumo que outros tenham ficado chateados por causa de disfarces de árabes, baianas, sevilhanas, da etnia que calhar ou de um bicho qualquer. Sim, que os animais também têm sentimentos e se pudessem falar não calariam a sua indignação com as imitações que fazem deles. Como os sapos, coitados, sempre representados por um bicharoco verde alface quando a maioria deles não são dessa cor. E vá lá, vá lá, que nenhum maluco cá da aldeia de lembrou de invocar outras conotações…
O Carnaval não me diz rigorosamente nada. Nunca disse. Este ano, muito menos. Confinado em casa, por via de convalescença, e com a televisão desligada, por opção, a folia foi zero.
ResponderEliminarNão posso deixar de aplaudir o texto do ilustre KK, que aponta para o(s) sítio(s) certo(s).
Pobres dos sapos, promovidos a verde manhoso. Os brasileiros, dizem, preferem as gajas boas e os desfiles quentes.
Cumprimentos, caro KK.
Não gosto nada do carnaval desde miúda mas ainda bem que a maioria gosta! A foto que mostras está muito gira porque gosto muito de sapos e percebi a tua mensagem:)))!
ResponderEliminarBeijocas e um bom dia
...De facto.
ResponderEliminarNum mundo cada vez mais de caca, abundam as florzinhas de cheiro, sensíveis.
Anda quase tudo maluco mas, como bem diz o KK, o problema não é esse, é o dar-lhes importância.
Também nunca fui grande apreciador do Carnaval e quando, como acontece sempre cá pela terra, não há sátira nem gajas nuas dou o meu tempo quase sempre por mal empregue!
ResponderEliminarContinuação de boa recuperação, caro António.
Não aprecio, mas valorizo o trabalho de todos os que dão muito do seu tempo para a realização destas coisas. Por cá falta a sátira e a critica politica e social. Até parece que têm medo...
ResponderEliminarCumprimentos
No fundo é gente sem importância nenhuma a quem dão importância em demasia...
ResponderEliminarPor falar em Carnaval (actualmente consta ser todo o ano).
ResponderEliminarDois anos antes de se tornar Presidente da Ucrania Zelensky prestava-se ao seguinte em frente a uma plateia:
Volodymyr Zelenskyy en 2016 recreó una de las partes más memorables del programa, una actuación de cinco minutos en la que toca el piano con su pene, ante una audiencia en vivo de admiradores.
https://youtu.be/oua0Puihrkc?si=L8EBd-UWrnu6cgbZ