quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Patriotismo tributário

“Cantar o hino de mão no peito não é patriotismo. Patriotismo é pagar impostos”. É o que garante uma conhecida figura publica a quem pagam para dizer alarvidades. Presumo que o cavalheiro em causa seja um grande patriota. Não sei quanto ganha, mas a julgar pela quantidade de bebidas alcoólicas de que se fazia acompanhar, em certa ocasião que dei de trombas com ele numa superfície comercial cá da cidade, deve ser um grande patriota. Atendendo à carga fiscal que incide sobre o álcool, aquilo era mesmo muito patriotismo.


Além da notória indigência da baboseira, aquela afirmação é também reveladora do desprezo que estes alarves demonstram em relação aos pobres. Ou, ainda que não sejam necessariamente pobres, aos que não ganham o suficiente para pagar impostos. Esses, no entender daquela maralha, não são patriotas. A menos, se calhar, que cantem a “Grândola”.

4 comentários:

  1. Seria patriota se houvesse uma gestão justa, transparente e sem corrupção do dinheiro público. Mas não há. Os casos de políticos envolvidos em casos judiciais sobre mau uso de dinheiros públicos e práticas criminosas é infindável. Para umas coisas não há dinheiro, para outras já há. Então consultorias é que há.

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  2. E, principalmente, se o contributo de todos e de cada um fosse justo. Actualmente é um acto de banditismo.

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  3. Não sei a quem te referes mas subscrevo o que dizes porque há muitos mais a viverem à nossa custa!
    Abraços e um bom dia

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  4. Dizer que pagar impostos é um acto patriotico, principalmente quando o saque fiscal é o que é, constitui uma das maiores bacoradas do ano!

    Cumprimentos

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