A herança de um cantor famoso recentemente desvivido, está a suscitar uma espécie de guerra que envolve os herdeiros testamentários – entre si - e a família do extinto. Todos uns contra os outros, acho eu que destas coisas pouco sei. Nem me interessa muito, a bem dizer. Mais valia que o falecido tivesse sido durante a sua vivência como outros alegados famosos que esturram tudo, vivem do dinheiro dos contribuintes e quando finalmente falecem só cá deixam dividas.
Esta questiúncula, de relevante interesse nacional, tem preenchido a capa de vários jornais e sido objecto de interesse noticioso em diversos telejornais. Desconfio, até, que estará para durar. O que ninguém discute nem lamenta é que o principal herdeiro do finado seja o Estado. Logo para começar abotoa-se com dez por cento - em dinheiro, que os bens pouco lhe interessam – do total da herança e, depois, à medida que os bens forem sendo transacionados, com mais uma miríade de impostos. No fim, se alguém tiver a paciência para fazer a conta, se não for o principal beneficiário não deverá andar muito longe. Por uma questão de equidade, por que raio o mesmo principio não é aplicado quando o defunto só deixa dívidas?
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