
Sempre foi costume, desde que me lembro, das pessoas desta região irem a Badajoz às compras. Primeiro eram os caramelos, os chocolates e outras miudezas domésticas a suscitar o interesse no comércio do outro lado da fronteira. Agora, que já nem existe esse obstáculo administrativo e territorial, a atração pelas compras é muito mais abrangente. Desde o gás de botija ao combustível para a viatura e da roupa às consultas médicas de especialidade – entre muitas outras cenas – tudo constitui um bom motivo para muita gente dar o contributo à dinamização da economia da Extremadura enquanto, simultaneamente, poupa na carteira e escapa à extorsão fiscal do lado de cá.
Não sei se as bananas – plátano em castelhano – fazem parte do cabaz de compras dos muitos alentejanos que, a pretexto de atestar o depósito e trazer gás para si e respectiva vizinhança, enchem a despensa no Mercadona e no Carrefour de Badajoz. Pelo preço que, segundo um conceituado jornal espanhol anunciava na sua primeira página, terá sido vendida a banana que foi colada à parede para fazer a alegada obra de arte manhosa, estou em crer que os repositores da frutaria daquelas superfícies comerciais não terão mãos a medir. Por mim, quando lá for, se ainda estiverem àquele preço trago a mala do carro cheia delas. A três cêntimos a dúzia só um maluco é que não aproveita. Ou, então, é apenas um jornalista...a ser jornalista.
Se eu vivesse perto faria o mesmo!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
E eu que pensava que de Espanha, nem bom vento nem bom casamento!
ResponderEliminarCumprimentos, caro KK.
Já compensou mais do que agora, no entanto dependendo do que se compra continua a valer a pena. E depois há sempre aquilo de se estar num país desenvolvido...
ResponderEliminarCumprimentos
Em matéria de ventanias e casamentos não sei...mas bananas a 1/4 de centimo cada uma acho que é um grande negócio!!!!
ResponderEliminarCumprimentos, caro António.