Muita gente se tem admirado – e outra tanta indignado – por os consumidores de electricidade irem pagar uma taxa que servirá para financiar a tarifa social de que beneficiam os, alegadamente, mais pobres. Não sei do que estavam à espera. Obviamente que o encargo nunca seria suportado pelos fornecedores de energia. Uma cervejeira, uma empresa de tabaco ou uma pastelaria, por exemplo, também não vendem os seus produtos mais em conta aos clientes menos abastados. Por mais prioritários que sejam nas suas opções de compra. Pensar que isso é possível é coisa que apenas ocorre às mentes delirantes dos esquerdistas que inventaram essa legislação.
Causa-me pouca surpresa a admiração e a indignação suscitada por mais esta taxa. Nem, sequer, me espanto por essa indignação ser dirigida para os comercializadores e para os beneficiários da tarifa social. Ambos, há que reconhecer, com poucas culpas no assunto. Uns e outros apenas pretendem, muito legitimamente, aumentar o seu pecúlio. Os responsáveis por este assalto ao nosso bolso são os do costume. O PS e os seus aliados de Esquerda. Quem mais?!
O mercado não é um bem sagrado, aliás a comparação que faz de um bem de primeira necessidade, como é o caso da electricidade com a cerveja, os bolos ou tabaco é comparar o incomparável.
ResponderEliminarNão me espanta nada no caso da elctricidade, çporque no seu preço eu pago a mesma e tudo e mais alguma coisa, desde os impostos a taxas inventadas para sacar dinheiro, por exemplo a de audivisual, as quais os comercializadores não se importam nada de juntar na factura.
Se o mercado funcionasse na perfeição, não seriam necessários reguladores (os quais no caso de electricadade) só fazem prova de vida anual para informarem quanto vão aumentar os preços. Depois de se falarem seca até à exaustão eis que as barragens nunca estiveram tão cheias para produção de electricidade e depois de já se ter desligado a energia das renováveis (cuja produção bate records recorrentemente) os preços e os impostos continuam estupidademente altos.
Esta é a parte do mercado de que o consumidor não beneficia.
As comparações, sejam elas quais forem, serão sempre muito relativas. Quanto á tarifa social há muita gente que de pobre nada tem a usufruir dela. Quanto aos alegados pobres, e áquilo que consideram de primeira necessidade, que preferem os bolos e as cervejas. Basta ver as listas de caloteiros da água, por exemplo. Isto nada como morar numa terra pequena onde todos se conhecem para perceber estas dinâmicas. Quem vive numa cidade grande, com muita gente e onde nem o vizinho do lado se conhece nem tem noção de como funcionam e a quem aproveitam estes esquemas.
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