
Os Podemitas – equivalente espanhol aos bloquistas portugueses – pretendem implementar em Espanha uma rede de supermercados públicos. O objectivo será fazer baixar os preços ao consumidor, pagar justamente aos produtores e proporcionar melhores condições laborais aos empregados. Uma excelente ideia, concordo. Em prática já, ao que julgo saber, em países como Venezuela, Cuba ou Nicarágua e que por cá também tem um ou outro simpatizante. Não muitos, que o BE e o PCP, excepto nas redações da comunicação social, têm poucos seguidores.
É verdade que nunca, pelo menos nos tempos mais recentes em França, Alemanha ou Reino Unido se fez tal experimento, mas isso, se calhar, não interessa nada. Ainda assim, reitero, agrada-me a iniciativa e, logo que for posta em prática, serei gajo para atravessar a fronteira para abastecer a despensa nessa nova maravilha do consumo. Só há um cena que me está a inquietar ligeiramente. A consumir, como diria a minha avó. Se a coisa promete funcionar assim tão bem, por que raio é que é preciso ser o Estado a tratar do assunto? Não podiam, pura e simplesmente, ser os Podemitas – ou por cá o BE ou o PCP, através dos seus militantes mais dinâmicos – a tomar a iniciativa, aplicando exactamente os mesmos princípios? Qual é a dificuldade? Parece-me um negócio seguro e com tudo para correr bem.
A razão explica-se de forma fácil. Não o fazem porque fora da economia do preço justo que refere, muitos dos negócios também têm a manita (financeira, às vezes a fundo perdido) do Estado.
ResponderEliminarNo fundo, no fundo, quando toca a pedinchice, os PCP e os BEs não diferem muito de todos os outros, a única diferença mesmo é que os outros candidatam-se a fundos para montar o negócio (não quer dizer que apliquem o dinheiro no dito) e os PCP e BEs querem que seja o Estado a fazê-lo
Que pena que não posso cruzar a fronteira
ResponderEliminarBeijinhos, Kruzes
Feliz Dia