domingo, 26 de fevereiro de 2023

Tenham juizo, pá!

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1 – É triste não ter recursos bastantes para as necessidades básicas do dia a dia. Nem há discussão possível acerca disso. Não menos triste é não ter juízo para administrar os parcos meios de que se dispõe. Pelo preço da refeição descrita na imagem acima por uma senhora muito comovida com a situação, compram-se no Continente duas embalagens de esparguete e um frango com mais de dois quilos. Deve chegar para os seis.

2 – Ainda esta coisa da alimentação. Está pela hora da morte, queixa-se o pagode. Com razão, diga-se, que a especulação neste sector não conhece limites e, sejam as grandes superfícies ou os pequenos vendedores, todos sabem a mesma música. Embora os consumidores tenham, igualmente, muita culpa. Os morangos são disso um bom exemplo. Reclamam do preço, mas c’um caraças, por que raio os compram? Aquilo tem mais químicos do que uma farmácia inteira e nem sequer é o tempo deles! Comam fruta da época, pá!


3 – Gosto de um país onde os cidadãos se podem manifestar, chamar nomes aos políticos e reivindicar coisas. Sejam elas quais forem. Mesmo que entre as reivindicações esteja a exigência que o governo congele os preços. O que me incomoda é que nos países onde os governos congelam preços, mais cedo ou mais tarde, os direitos acima enunciados costumam ser congelados.

6 comentários:

  1. PJ Cortes4:35 p.m.


    Concordo com a opinião... apenas com uma ressalva (que não serve de desculpa, pois há prioridades): pode-se ter dado o caso de os pais terem querido presentear os filhos, ou algo do género, mesmo com o seu sacrifício - os pais são capazes de coisas loucas para verem o sorriso e alegria de um filho. Porque com a aparente e presumida falta de falta de dinheiro do casal, duvido que numa situação "normal" tivessem optado pelo que optaram.
    Ainda assim, repito, concordo com o que foi dito - temos de nos adaptar às realidades, aos tempos e aos contextos....

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  2. Zé Onofre5:15 p.m.

    Boa tarde
    É o Mercado a funcionar.
    Deixem o mercado funcionar, caramba.
    Com protestos ou sem protestos, com propostas ou sem propostas, a bufar ou a calar, mas deixem o Mercado funcionar.
    Zé Onofre

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  3. Não conhecendo o caso em concreto é o conteudo do Twete que me leva para o factor "necessidade". Mas, concordo, pode nem ser o caso.

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  4. Sem dúvida. Fixar os preços dos bens administrativamente leva à escassez e, com ela, quem fica pior são os mais pobres. É dos livros. E da vida, também.

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  5. Anónimo1:19 p.m.

    Concordo consigo, caro KK.
    Cumprimentos

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