Dos teus dirás mas não ouvirás, já garantia a minha sábia avó. Deve ser mais ou menos isso que a alegada classe média sentiu ao saber das declarações do CEO de um banco acerca dos hábitos gastronómicos dos portugueses. Nomeadamente aquele que envolve o costume de jantar fora às sextas-feiras. Vai daí desataram a insultar o homem. Esquecem-se, no entanto, que passam a vida a fazer o mesmo tipo de critica ao pessoal do RSI que toma o pequeno almoço na pastelaria e entretém o tempo no café a emborcar cerveja.
Pouco me importam os hábitos de uns e outros. É lá com eles. E com elas, não vá uma qualquer comissão censória das muitas que por aí existem acusar-me de pouca inclusividade no âmbito da escrita. Mas, dizia, cada um sabe de si. Desde que não me aborreçam com lamurias, reivindicações de ainda mais apoios sociais aos mais vulneráveis ou de intervenções manhosas do Estado para mitigar os efeitos da inflação e da suposta especulação imobiliária, dispenso qualquer informação acerca do lugares que escolhem para refeiçoar. Tanto se me dá. A única coisa que me chateia é ser eu a pagar as contas. Todas. Desde os comes e bebes às imparidades.
"A única coisa que me chateia é ser eu a pagar as contas. Todas. Desde os comes e bebes às imparidades."
ResponderEliminarGrande KK estou totalmente de acordo contigo!
Abraços e um bom fim de semana
«Dos teus dirás mas não ouvirás».
ResponderEliminarAcredito piamente que o ditado é «Dos teus ouvirás mas não dirás»
Abraço
Pois a mim também me chateia ter que pagar essas contas. Contudo, as imparidades são criadas por gente paga a peso de ouro ( com conhecimento técnico) para as evitar e saber ganhar dinheiro sem cometer ilegalidades, já os apoios sociais é um mal menor (pode-se sempre discutir quem deve receber) porque é uma forma de evitar que os seus beneficiários se virem exclusivamente para a criminalidade.
ResponderEliminarUma declaração infeliz.... A verdade é que há muita queixa, mas vemos os restaurantes e eles continuam cheios. Há emprego e as pessoas continuam a fazer a sua vida.
ResponderEliminarSó por isso hoje vou jantar fora
Pois, essa parte é que me chateia. Quando isto falir outra vez o meu bolso é que é a vitima.
ResponderEliminarCumprimentos
A ideia é que ninguém gosta de ouvir dizer mal dos seus...Por exemplo, eu posso admitir que o Benfica uma ou outra vez até joga ligeiramente mal, mas não gosto de ouvir os dragartos dizerem isso...
ResponderEliminarCumprimentos
A generalização dos apoios sociais é um incentivo à preguiça. Quando era gaiato não havia dessas coisas, ninguém passava fome e a criminalidade era muitissimo menor. Hoje não se rouba para comer, rouba-se para ter um telemovel de última geração.
ResponderEliminarCumprimentos
O homem não disse nada de especial. Ainda bem que as pessoas têm dinheiro e vão jantar fora. Até deviam ir mais vezes. Não precisavam era de se andar sempre a queixar. Nem, já agora, o governo de me roubar tanto todos os meses para distribuir pelos pobrezinhos que, coitadinhos, manifestam aversão ao trabalho.
ResponderEliminarCumprimentos
Ontem só à terceira consegui restaurante. Fui a dois e estavam esgotados com reservas. É a crise ...
ResponderEliminarNem imagina a raiva que me dá por também estar a contribuir para pagar essas contas!
ResponderEliminarBeijinhos, Kruzes
Uma Semana Feliz
Pois é...as sobras são sempre para os mesmos!
ResponderEliminarCumprimentos, Luísa.
Ninguém gosta de que falem mal dos seus mas tem de ouvir o que se diz. É a voz do povo. Que remédio...
ResponderEliminarNinguém gosta de ajudar a enterrar os seus e portanto não diz mal deles.
Abraço