quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Alarvidades

Se há coisa que me indigna – e o que não falta são cenas que me indignam – é a indignaçãozinha selectiva. Ou seja a ofensa que suscitam certas situações e a indiferença que outras provocam. Por mais semelhantes que sejam entre si. Como, por exemplo, as declarações de dois banqueiros que, nos últimos dias, resolveram dizer coisas. Um, o que mencionou o elevado padrão de consumo dos portugueses, foi duramente criticado por tudo e todos. O outro, que lamentou os juros pagos pelo Estado nos certificados de aforro, não mereceu a mais leve critica.


Este comportamento é suficientemente revelador da ignorância generalizada de que padecem os comentadores das redes sociais e dos portugueses em geral. Criticam e indignam-se com declarações que mais não são do que a constatação de um facto – o padrão de consumo – e não se chateiam com uma opinião – a supostamente elevada taxa de remuneração dos certificados de aforro – que tresanda a alarvidade. Das duas uma, ou são parvos ou não sabem fazer contas. Vou de dupla.

4 comentários:

  1. São parvos e nada pescam de matemática (álgebra). Nem sabem usar uma calculadora de transístores.
    Vamos jogar nas duplas que para triplas só à moda do Porto.
    Abraço

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  2. "São parvos e não sabem fazer contas"
    Vou por aqui

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  3. Diria que se calhar nem pelos dedos sabem contar...

    Cumprimentos

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  4. E, no entanto, eles votam...

    Cumprimentos

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