quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Há que redefinir o conceito de agiotagem...

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Por razões ideológicas há quem defenda – no caso da banca, mas noutros também – que todo o sector devia pertencer ou, no mínimo, estar sob o controlo do Estado. Outros defendem exactamente o contrário. Por mim tanto se me dá. Interessa-me é que funcione de maneira séria. Coisa, como a história recente nos mostrou e a realidade actual continua a evidenciar, não acontece. Sejam os privados ou o governo a mandar nos bancos.


Veja-se o caso da Caixa Geral de Depósitos. Não terá sido privatizada para o Estado ficar com o poder de influenciar o mercado. É, pelo menos, a justificação oficial para a sua manutenção na esfera estatal. Embora toda a gente saiba que o verdadeiro motivo terá mais a ver com as incontáveis “colocações”, de políticos e afins, que permite realizar.


Se fosse mesmo para regular o mercado, nomeadamente no que se refere às taxas de juros praticadas nas remunerações aos depositantes, certamente os valores em causa seriam outros bem diferentes. Ter o descaramento de pagar estas taxas por um depósito a prazo, quando nos empréstimos os juros já estarão dez ou quinze vezes superiores, constitui uma afronta. Ou especulação, até. Se é para ser igual aos privados, então, fico esclarecido quanto à razoabilidade das convicções de uns e outros.

2 comentários:

  1. É quase zero. mas a maioria dos bancos dá mesmo zero.
    Não precisam do nosso dinheiro

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  2. Há bancos que "dão" um pouco mais. Com a inflação nos 10% mesmo uma taxa de juro perto daquela que cobram pelo crédito à habitação continuaria a ser ridicula...

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