quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Larica

Parece que essa cena da larica regressou. É uma coisa que vai e vem, pelos vistos. No tempo de Passos Coelho sucediam-se as noticias de pessoas que desmaiavam nos locais mais inusitados por não terem nada para dar ao dente. Depois veio a geringonça e acabou-se a fome. Apesar de continuarem a sucumbir, a culpa era das pessoas. Saíam de casa sem tomar o pequeno-almoço e depois desmaiavam de fraqueza. O problema, que eu bem me lembro, passou até a ser a obesidade.


Agora, que a geringonça se finou e o Partido Socialista parece estar a começar a recuperar algum juízo, temos a fome de volta. O lamento começa a generalizar-se. A vida, antes tão boa, está uma miséria outra vez. O dinheiro não dá para nada. A malta paga os dez créditos, o combustível, as tatuagens, os piercing’s, o tabaco, as unhas de gel, as cervejolas ou outras cenas igualmente essenciais e, vai-se a ver, não sobra nenhum para a comidinha. Uma "desgrácia".

8 comentários:

  1. Até já me tinha olvidado da palavra «larica». O povo-tuga ainda nem sonha quanto vai amargar com ela.

    Heinrich Heine:
    1. You cannot feed the hungry on statistics.
    2. Communism possesses a language which every people can understand — its elements are hunger, envy and death.

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  2. Subscrevo e há muitos e muitas que fazem o que dizes que até me faz impresão.
    Sei bem a cor da fome mas lutei contra ela.
    Hoje faço o mesmo e não gasto dinheiro à toa e com isso e talvez por estar sempre em crise aprendi porque nunca recebi nada do Estado nem agora os 125€ porque pertenço ao grupo dos reformados do "Fundo da Banca" e não sou como muitos que contam com o ovo nu cu da galinha:)))))
    Beijos e um bom dia

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  3. Mas este mês vamos mais 125€

    Beijinhos, Kruzes
    Feliz Dia

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  4. Tanto quanto me foi dado a saber pela leitura da trilogia de livros (Homo Sapiens, Homo Deus e 21 lições para o Século 21) do célebre professor de história israelita Yuval Arari, morre-se mais no Mundo por comer demais do que de fome. Ele vai mais longe ao afirmar "A fome desapareceu do mundo. Hoje a única fome que existe é a fome política.
    Em países como Iêmen, Sudão, Síria, ainda se morre de fome, mas apenas
    porque políticos e governos querem que seus povos passem fome."
    Mas isto é ele a dizer não sou eu. Daí que a "larica" tenha sido banida do uso comum.

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  5. Relativamente à larica acho que as noticias, passadas e recentes, são manifestamente exageradas.

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  6. Há muita gente com as prioridades trocadas...

    Os 125€ são uma forma do governo apoiar as empresas. A maior parte desse dinheiro vai ser esturrado rapidamente e outra parte, sob a forma de IVA, estará outra vez nos cofres do Estado!

    Cumprimentos

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  7. "Vou já investir em raspadinhas" e "Bora lá beber umas, que paga o Costa" devem ser por estes dias das frases mais pronunciadas.

    Cumprimentos

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  8. Em vez de larica podia ter sido fomeca. Fome é que não, que essa é negra!

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