Segundo se relata na imprensa lá do sitio uma viatura de uma autarquia terá sido avistada à porta de uma casa de alterne. Daí, obviamente, não vem qualquer mal ao mundo. A menos que se cumpram, cumulativamente, três requisitos. Primeiro que o respectivo condutor seja funcionário ou eleito da autarquia proprietária da tal viatura. Segundo que se encontre em horário laboral. Terceiro que esteja no interior do estabelecimento a exercer funções diferentes daquelas para que é pago pelos contribuintes. Se todas estas premissas estavam preenchidas é coisa que o inquérito da ordem, já mandado instaurar, vai ou não confirmar. Mas, independentemente das conclusões que venham a ser concluídas pelos inquiridores, o homem não merece ser alvo de qualquer punição. Alegadamente, em dia de jogo na segunda circular, o que não faltam – ao que dizem, que eu dessas coisas não sei nada – são viaturas identificadas como propriedade dos municípios nas imediações dos estádios e, que se saiba, ninguém foi condenado por causa disso. A diferença, acho eu, até nem será muita. Afinal, como garantia o saudoso camarada Arnaldo Matos, isto é tudo um putedo.
A frase vem à laia de conclusão de um editorial (no Luta Popular) acerca dos políticos. Escrito cerca de um ano antes de morrer.
ResponderEliminarAcredito que Arnaldo de Matos sabia-a toda porque os conhecia desde pequeninos.
O que há mais por aí é andarem com viaturas que pertencem apenas para saídas urgentes ou de trabalho público. Aqui há uns quantos e chegam dar 20 voltas ao quarteirão para deixarem o carro à porta sem respeito da queima gasolina e quem paga essas mordomias somos todos nós. Já disse isso a um semi-velho que ficou desarmado e nem sequer teve coragem de responder!!! Nunca mais o vi e a casa onde morava está à venda.
ResponderEliminarUm poema sentido e verdadeiro e olho para a foto de família e penso o mesmo, criamos, educamos e voam uns mais que outros e para nós o desassossegos vão aumentando. As outras duas fotos gostei mais e parece um pombal:)))
Força amiga!
Beijos e um bom domingo
Ele lá sabia...que a terra lhe seja pesada!
ResponderEliminarGosto de divulgar as origens.
ResponderEliminarLuta Popular: Editorial, Arnaldo de Matos, 2015 Out
em https://www.lutapopularonline.org/index.php/editorial/1767-a-classe-operaria-e-o-momento-politico-actual