quarta-feira, 5 de maio de 2021

Educação, emprego e borlas

Pela capa de um jornal diário ficámos a saber as Câmaras Municipais gastam em educação o dobro das verbas que o Estado lhes dá. Nada de mais. A educação, que já foi a paixão de um antigo primeiro-ministro, é agora um dos grandes amores dos eleitos locais. Pudera. Aquilo dá para quase tudo. Nomeadamente ao nível da cunha. Há sempre lugar para ajeitar mais um pedido de emprego. Mesmo que numa ou noutra escola as auxiliares sejam quase tantas como os alunos, ninguém se vai importar com isso. As necessidades educativas, especiais ou não, justificarão sempre a contratação de mais e mais trabalhadores. Sem ofensa, quanto a isso do trabalho.


Para além das despesas com pessoal – a maior fatia, calculo – há tudo o resto, fornecido de forma gratuita ou a preços meramente simbólicos. Desde os livros à alimentação e dos transportes ao material informático. Só falta, lá chegaremos, pagar aos papás para que os meninos frequentem a escola. Ou não fosse isto um rico país.

4 comentários:

  1. Anónimo12:43 p.m.

    Desde que o Estado delegou nas Autarquias a gestão do Ensino, tem sido um 'Deus nos acuda'.
    Ou porque a delegação não veio acompanhada pela respectiva tranche financeira, antes prometida, ou porque não ficou bem explícito (não mesmo?) em que moldes a mesma (delegação) é feita e qual a sua abrangência.
    É caso para dizer: entendam-se, caramba!

    Cumprimentos, caro KK.

    ResponderEliminar
  2. É cá uma riqueza esta nossa educação

    Beijinhos Kruzes
    Feliz Dia

    ResponderEliminar
  3. A um autarca é muito dificil dizer não a um eleitor ou a quem lhe dá palmadinhas nas costas. Daí que tudo aquilo que passe para as autarquias acabará, mais cedo do que tarde, num regabofe absoluto. Salvo, como sempre, uma ou outra excepção que mais não são do que a confirmação da regra.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar