Diz que vivemos uma espécie de confinamento. Não parece. Continua a haver gente na rua que, aparentemente, não terá necessidade nenhuma de lá estar e mantêm-se abertos serviços públicos e estabelecimentos comerciais que bem podiam estar fechados. Apenas dois exemplos. Serviços municipais e casas de apostas, lotarias e afins.
No caso dos serviços camarários, se calhar, chegavam os serviços essenciais. Recolha do lixo, piquetes e pouco mais. Compreendo que, nesta fase, haverá muito trabalho a desenvolver tendo em vista as eleições mas, que diabo, desconfio que eleitor morto é eleitor que não vota. Pelo menos na maioria das circunstâncias. O mesmo, com as devidas adaptações, se aplica aos putativos candidatos e respectiva vassalagem.
Quanto às casas de apostas, a justificação para as manter abertas raia o domínio da demência. O jogo não constitui nenhuma espécie de bem essencial. Os jornais, ou seja o que for que mais é vendido nesses sítios, também não. Até porque alternativas online não faltam. E nem vale a pena o argumento dos velhinhos, coitadinhos que ficam sem raspadinha. Que, assim de repente, vem-me logo à memória aquela coisa que afinal não era – mas enquanto foi, vi muitíssima gente a achar muito justa – da proibição do ensino à distância para garantir a igualdade entre as criancinhas.
Desconheço os serviços camarários em funcionamento, mas os departamentos de obras públicas terão que funcionar, como manutenção de jardins e árvores.
ResponderEliminarAs casas de apostas têm totolotos e afins que financiam a Santa Casa da Misericórdia que, por sua vez, necessita desse dinheiro para o papel social que desenvolve.
À imprensa escrita é necessária a muitos (mais velhos, principalmente) que não usam internet e consomem as notícias ao seu ritmo.
Os edificios municipais encontram-se abertos e toda a gente lá entra nem que seja só para perguntar quando é que lhe pagam a factura que entregaram ontem. Os departamentos de obras deviam estar encerrados. Para emergências com arvores ou jardins devia haver um piquete. De recordar que eu também não posso ir tratar das minhas arvores e das minhas plantas que, por acaso, até ficam num descampado onde não se avista viválma a centenas de metros.
ResponderEliminarIsso das raspadinhas e dos jogos é claro que o que está em causa é o dinheiro. Seja para a Santa Casa seja para o Estado através dos impostos. E eu a achar que neste confinamento a preocupação era a saúde...
Não nego a importância da imprensa escrita...mas pode-se sair de casa para ir comprar o jornal?! Se é assim está explicada a razão para tanta gente na rua...só desportivos há três!!!
Este confinamento é um disparate. Não pelo objectivo, que é válido, mas pela forma como as coisas estão a ser feitas. A economia está a morrer, os números não estão a baixar e a tendência é piorar.
ResponderEliminarNo inicio recordo-me de se ter falado num confinamento etário, em que os mais velhos são os que deveriam estar recolhidos para assim não se prejudicar toda uma população... Não foi possível pois era uma violência, Neste confinamento geral a violência é bem mais abrupta e curiosamente o que vejo mais na rua são velhos que não conseguem perceber que isto é feito maioritariamente para os proteger.
Parabéns pelo blog.
Subscrevo Kruzes
ResponderEliminarBeijinhos
Feliz Sábado
Na rua há um pouco de tudo, acho eu...Mas a culpa é de quem não tem tomates para decidir e quer agradar a todos por causa dos votos que daí podem vir.
ResponderEliminarObrigado Luísa.
ResponderEliminarBom fim de semana
não tenho saído de casa. não tenho sensibilidade. Teoricamente o pessoal público administrativo deveria estar em teletrabalho. Qto às lotarias concordo. Qto aos jornais, não concordo pq os mais velhos não têm acesso à internet e há o risco de irem atrás das fake news.
ResponderEliminarMuitos estão em teletrabalho mas os edificios estão abertos e à funcionários a atender presencialmente o público. Sem necessidade, digo eu. Podia estar tudo fechado que nao se perdia nada. Os mais velhos não têm acesso à internet? Olhe que não...basta ver quem anda pelo Facebook! Mas seja como for as vendas dos jornais já são tão baixas que duvido que o numero de velhinhos que compram jornais tenha alguma relevância.
ResponderEliminarVelhinhos não vejo muitos. Vejo mais até aos 70. Para cima nem por isso.
ResponderEliminarSubscrevo inteiramente mas, como há sempre um mas...pergunto como reagiriam os Senhores das Misericórdias numa de venha a nós o vosso dinheiro? Á pois é...vêm grasnar para as televisões e a prova do descalabro/aproveitar está no flagelo dos ou nos lares dirigidos pelos mesmos. Fico por aqui!!!
ResponderEliminarAbraços e um bom domingo
Nisto do jogo há uma miríade de instituições a ganhar dinheiro. A principal - directa e indirectamente - até deve ser o Estado, daí permitir que esses estabelecimentos estejam abertos. Assim sendo deve estar contemplado nas excepções sair de casa para comprar raspadinhas!
ResponderEliminarQuanto aos lares isso então é cá um negócio...
Bom domingo!
Já bem basta o drama sofrido pelas árvores este inverno, orfãs de academias séniores que lhes tricotem cachecolinhos!
ResponderEliminarPois, umas arvorezinhas, coitadinhas, cheias de frio...
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