quarta-feira, 22 de julho de 2020

A história a repetir-se...

No meu tempo de estudante,  “Moral e Religião” era uma disciplina obrigatória do currículo escolar. Toda a gente sabe porquê, daí que não valha a pena estar para aqui a dissertar acerca das razões para essa obrigatoriedade. Tal como antes a população estudantil tinha sido obrigada a participar naquela cena da Mocidade Portuguesa.


Felizmente uns anos depois do 25 de Abril essa imposição teve um fim. “Moral e Religião” era apenas para quem queria. Dizia-se, e bem, que isso são opções de cada um, nas quais o Estado não tem nada que se imiscuir.


O pior é que, uns anos depois, malucos de várias causas e indigentes mentais dependentes dos subsídios estatais às associações que as promovem, chegaram aos corredores do poder. Para essa escumalha é preciso doutrinar. Nem que seja à força. Coisa muito comum em regimes ditatoriais, diga-se. E o nosso há muito que para lá caminha.


Quanto aos que resistem...bom, desses nem a comunicação social quer saber. Outros valores - quinze milhões deles - se levantam. Alunos brilhantes obrigados a recuar dois anos, apenas porque os pais não abdicam do direito a educar os filhos de acordo com os seus valores, é algo que pouco importa noticiar. Ainda se fosse um cão chamuscado...

2 comentários:

  1. Anónimo4:42 p.m.

    Primeiro nome da coisa: Religião e Moral. Que podia dar-se a confusões, não fosse alguém insinuar algo assim como 'religião (i)moral'.
    Passou-se para Moral e Religião. Achei muito bem, ao tempo, pois para além de evitar 'conflitos' sempre nos garantia que a Moral vinha primeiro e só depois a Religião. Pronto, cá estou eu com a mania de ser politicamente correcto! Porque tenho a certeza de que o legislador - ou lá quem fosse - tivesse esse princípio em mente.

    Pelo que leio, aqui, haverá o perigo de regressarmos ao passado? Ou interpreto mal o que, afinal, não passa de outra coisa qualquer sem importância alguma?

    O melhor é ir andando. Deixo os meus melhores cumprimentos, caro KK, com votos de saúde e essas coisas todas que fazem falta.

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  2. Todas as coisas têm a importância que lhe quisermos dar e, por estes dias, para os portugueses apenas os cães são importantes. O Estado, tal como antes do 25 do A, doutrinar a juventude?! Não importa nada...

    Cumprimentos.

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