Sendo a política portuguesa uma espécie de fungaga da bicharada não admira que a causa animal seja daquelas que mais votos dá. Daí que os partidos se acotovelem para ver quem, ao olhos do eleitorado, é mais amiguinho dos animais. Agora é o PCP a tomar a iniciativa. Não querem cães acorrentados, os camaradas. Na Madeira, por enquanto, mas estou mesmo a ver a ideia a chegar ao continente. Não é que ache mal mas, assim de repente, ocorrem-me umas quantas razões que contribuem para encarar a coisa com algum cepticismo. Nomeadamente a recordação da morte por atropelamento de um infindável número de canitos, no lugar onde morei na minha infância e juventude. Os gajos, quando deixados à solta, tinham uma atracção fatal pela estrada nacional que passa mesmo ao lado. Poucos cães, ali, chegaram a velhos. Assim que me lembre havia um que não atravessava sem olhar para ambos os lados. Mas, acho, até esse lá ficou quando envelheceu e começou a ver e a ouvir mal. Mas se os amigalhaços dos animais dizem que é melhor assim, eles lá sabem.
Os canitos de facto ainda não sabem ler a página de ocorrências do DN ou do JN ou do CM, vai daí os bichos não estão sensibilizados para os atropelamentos na via pública e não só. Mas estou confiante que os apaniguadas da marreta e da foicinha mais o camarada Girómino de Pirescoxe tudo farão para os alfabetizar para que possam interpretar os sinais de trânsito. Logo que o consigam vão exigir direito dos canitos votarem para a A R, pois já foi criado um grupo de trabalho e reflexão e mais não sei quantas célula comunistas, para aplicar os métodos pavlovianos tão do agrado do camarada Zé dos Bigodes (que deus tenha) e assim garantirem "ad aeternum" as vitórias democráticas e por que não patrióticas dos amanhãs que cantam. (bem oleadas com carrascão, geropiga e amarguinhas), Sempre em frente até á debacle final. Avante camaradas! Estamos na borda do abismo resta-nos dar o passo em frente!
ResponderEliminarSe forem pôr os canitos e os canitões sem trela, eu vou comprar um pistolão.
ResponderEliminarCão que se aproxime cumprindo os meus abalizados julgamentos de risco, será cão falecido por intoxicação aguda com chumbo.
Por alma dos canitos atropelados! Será que ninguém atropela ali para as Cortes? Deve haver umas centenas de maomés 'à espera da deixa'.
Cumprimenta
Eu até diria mais. Um dia destes vão querer que os cães tirem a carta e arranjam passadeiras para bichos...
ResponderEliminarPor enquanto é apenas isso das correntes. Deve seguir-se a trela e a casota...
ResponderEliminarUma paranóia que já me mete um certo nojo, porque sim, deve-se tratar bem os animais que agradecem mas chegar a estas medidas e outras...sinceramente!
ResponderEliminarJá agora tão defensores que apanhem pf as poias que enfeitam jardins e passeios e ou acorrentem os donos que não as apanham.
Enfim...
Beijocas
Fatyly
Para terminar...
ResponderEliminarMona Charen, Senior Fellow at the Ethics and Public Policy Center, escreveu: “Animals can and should be treated humanely not because they are humane but because we are”.
Acho muito bem explicado!
Já há muitos anos que não tenho animais de estimação mas quando tive cães era óbvio que tinham de estar a maior parte do dia, quando não estava ninguém em casa, presos com uma corrente. Se não estivessem o mais certo era serem atropelados. Mas, claro, não espero que essa cambada dos defensores dos animais perceba a ideia...
ResponderEliminarPois...mas entretanto a humanidade perdeu-se algures pelo caminho...
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