De vez em quando – uma vez por outra, vá – até gostava de sentir algum respeito pelo primeiro-ministro. Afinal o homem, mesmo não tendo ganho as eleições, é o gajo que manda nesta espelunca. Mas não consigo. Por mais que tente. O fulano não se cansa de me dar motivos. Veja-se, por exemplo, que agora lhe ocorreu aumentar ainda mais o já de si elevadíssimo número de funcionários públicos. Isto em alternativa à actualização salarial daqueles que já trabalham para o Estado. Coisa que, parece-me, é uma ideia que só pode surgir a alguém que não está minimamente qualificado para exercer o cargo que ocupa.
Se a estratégia for em frente, admitindo que naquele governo são todos malucos e ninguém chama a criatura à razão, será aberto um precedente que dará argumentos para uma vastíssima panóplia de reivindicações. Por analogia o mesmo se poderá dizer das pensões, só para não ir mais longe. Seguindo esta linha de raciocínio, será preferível não actualizar o valor das reformas e, em vez disso, permitir a aposentação de muitos trabalhadores que têm um percurso contributivo bastante grande. Digo eu, que gosto de gente coerente.
Já diziam as Senhoras nossas Avós: «Cála-te boca».
ResponderEliminarQuem muito fala pouco acerta. E no enganar é que está o ganho.
Não acredito em nada que o cavalheiro apregoa. Só por serem "impossibilidades" que conduzem, desde logo, a "imparidades" — não é do verbo parir; é do verbo falir.
Mas há muitos que acreditam... Ainda bem que o senhor não ficará só; ficará só mal acompanhado.
Há gente que acredita em tudo. Veja-se, por exemplo, os que ainda aplaudem o Bruno de Carvalho ou o Sócrates...
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