Não me surpreende que seja verdadeira a noticia, hoje publicada pelo “Correio da Manhã”, dando conta que o valor das contribuições de empregados e empregadores já não chega para pagar as pensões dos actuais pensionistas. Nem, tão-pouco, me espantaram as reações que esta revelação suscitou aos portugueses facebokianos que se apressaram a comentar e, como não podia deixar de ser, a apresentar soluções que contribuiriam para a sustentabilidade do sistema até ao fim dos tempos.
Gosto especialmente de uma. A mais citada, por sinal. Cortar no valor das pensões. Sendo que, havendo quem comece nos mil, verifica-se um certo consenso ali por volta dos cinco mil euros. Não quero ser desmancha-prazeres e dar-vos cabo da proposta, mas deixem-me lembrar que isso já foi feito. Chamava-se Contribuição Especial de Solidariedade, ou lá o que era, e vocês aplaudiram quando a geringonça acabou com esse roubo perpetrado pelo anterior governo hediondo da direita, chefiado pelo malvado Parvus Coelho. Ainda hoje é, frequentemente, apontada com uma das grandes medidas do actual desgoverno. Coerente, este povinho.
Na verdade, no âmbito da sustentabilidade da segurança social, essa tal CES era irrelevante. Seria, quando muito, ligeiramente moralizadora. O problema, por mais que custe aos opinadores, aos populistas e à malta do governo, está na demografia. Preferem ter cães em vez de filhos e depois queixam-se. A continuar assim ou os canitos passam a pagar TSU ou um dia destes acabam-se as reformas.
Já li o desmentido algures por aqui. Já procurei para te dar o link e agora não consigo encontrar. Que chatice amigo.
ResponderEliminarAcho que tudo passa pelos ataques eleitorais em que todos andam com uma sede ao pote. Já não os suporto ouvir.
Um abraço
Não conheço os número pelo que admito que não seja verdade. Mas se não for verdade hoje será num futuro muito próximo. A pirâmide populacional assim o ditará.
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