A primeira-ministra Catarina Martins já prometeu novos aumentos das prestações sociais, do salário mínimo e de mais umas quantas benesses. Não é que ache mal a intenção da pequena líder. Pelo contrário. O que me desagrada profundamente – que isto os desagrados devem ser sempre profundos - é o desprezo com que esta "coisinha" trata os restantes portugueses. Nomeadamente aqueles que ganham há um ror de anos pouco mais que o actual salário mínimo e que, a continuar assim, vão ficar em igualdade salarial com quem, antes da crise, ganhava bastante menos. Para alguns a diminuição do leque salarial que está a ser promovida até pode constituir uma questão de justiça social. Por mim não consigo ver outra coisa senão falta de respeito pelo mérito, incentivo ao desleixo profissional e discriminação laboral e remuneratória.
Sabe-se que aumentar apoios sociais e salários mais baixos estimula a economia, dado que os seus destinatários poem de imediato em circulação aquilo que recebem. A maioria por imperiosa necessidade e outros, não tão poucos quanto isso, apenas porque sim. Cabeleireiros, manicuras, tatuadores e taberneiros, entre outros, que o digam. E é disso que a geringonça precisa. De pobres e de quem gaste. É por isso que não baixa os impostos. Esses ricaços que ganham seiscentos, oitocentos ou mil e poucos euros todos os meses que tratem de sustentar o optimismo nacional. Porque os que ganham mais do que isso também já tiveram a sua benesse.
Nem mais! Tens razão o aumento do dinheiro disponível chega para mais uma tatuagem e para as unhas de gel mensal.
ResponderEliminarE, esqueci-me de acrescentar, para viagens a destinos exóticos. Ou eróticos, não sei.
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